- Polícia Federal deflagra nova fase da operação contra desvios no INSS; Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência, teve prisão domiciliar decretada e foi afastado do cargo.
- Portal recebia salário de R$ 24.553,28 em outubro; PF aponta anotações em planilha indicando repasse de R$ 50 mil para ele, registrado em 23 de abril.
- Portal, gaúcho, tinha 23 anos de experiência no Congresso e ocupava o cargo desde maio; já atuou em outros órgãos e funções públicas.
- Além dele, são alvo da operação o senador Weverton Rocha, Romeu Carvalho Antunes e Eric Fidelis; investigações apontam desvios no INSS entre 2019 e 2024, com estimativa de até R$ 6,3 bilhões.
- A apuração apura descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas, em esquema ligado ao “Careca do INSS”.
Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência, foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada pela Polícia Federal. A operação mira desvios no INSS e envolve principalmente o que a PF descreve como esquema de propina.
Portal, considerado o número 2 da Previdência, foi alvo de mandados na quinta-feira (18). Ele teve a prisão domiciliar determinada e atuará com monitoramento eletrônico, conforme decisão da justiça federal.
Em outubro, Portal recebeu no Portal da Transparência um salário de R$ 24.553,28. A PF afirma que ele recebeu um repasse de R$ 50 mil, registrado pela planilha conhecida como Careca do INSS, em 23 de abril deste ano.
Envolvidos na investigação
A PF também cumpriu mandados relacionados a outros investigados, como o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, já estava preso desde setembro. Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios, também está entre os alvos.
O esquema investigado envolve, desde 2019, descontos irregulares de valores de aposentados e pensionistas do INSS. As apurações apontam desvios que podem chegar a 6,3 bilhões de reais entre 2019 e 2024.
O objetivo da operação é esclarecer o papel de cada envolvido na apropriação de recursos destinados a beneficiários do INSS. A PF já pediu informações adicionais a órgãos públicos e colabora com o Ministério Público para avançar nas investigações.
O Ministério da Previdência informou que tomou providências para reforçar controles internos e evitar novos desvios. A pasta ressalta que coopera com a PF para esclarecer os fatos e punir os responsáveis, dentro da legalidade.
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