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Relator da CPMI do INSS diz que alvos da PF já estavam na mira

Relator da CPMI afirma que nova fase da Operação Sem Desconto confirma que alvos já vinham sendo investigados, com dezesseis prisões e fraude estimada em R$ 6 bilhões

Deputado federal Alfredo Gaspar afirma que investigações da CPMI estão no caminho certo para apurar fraude bilionária. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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  • Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar, afirma que a nova fase da Operação Sem Desconto indica avanço ao atingir nomes já investigados pela comissão.
  • Polícia Federal cumpriu dezesseis mandados de prisão preventiva e cinquenta e duas de busca e apreensão, em uma investigação que aponta um esquema bilionário contra aposentados e pensionistas, estimado em R$ seis bilhões.
  • Entre os presos estão Romeu Antunes, filho de Careca do INSS, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de benefícios do INSS, ambos já citados pela CPMI.
  • A ação reforça a ligação entre servidores, familiares e operadores externos, segundo Gaspar, que também mencionou a possibilidade de ouvir o senador Weverton Rocha no colegiado.
  • A operação resultou no afastamento e na prisão domiciliar de Adroaldo Portal, então número dois do Ministério da Previdência Social, exonerado após a ação policial.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta quinta-feira (18) que a nova fase da Operação Sem Desconto reforça que os trabalhos da comissão avançam ao atingir pessoas que já estavam sob investigação. A ação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, aponta para um esquema bilionário contra aposentados e pensionistas, estimado em 6 bilhões de reais.

Gaspar destacou que a operação desmonta tentativas de blindagem política dentro da CPMI, reforçando que os fatos vêm sendo apurados. Segundo ele, as investigações seguem no caminho certo e os responsáveis deverão ser identificados com o andamento dos trabalhos.

Entre os presos na fase atual estão Romeu Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Éric Fidelis, filho do ex-diretor de benefícios do INSS, André Fidelis. Ambos já haviam sido citados pela CPMI, com pedidos de prisão apresentados pelo relator.

Éric Fidelis já havia prestado depoimento à comissão em novembro e soube da prisão do pai durante a oitiva. A situação, na avaliação de Gaspar, evidencia a gravidade do esquema e a ligação entre servidores, familiares e operadores externos.

Entre os alvos constam pessoas e políticos citados reiteradamente no relatório da CPMI. O relator chegou a formalizar o requerimento para ouvir o senador Weverton Rocha (PDT-MA) para esclarecer relação com Careca do INSS, apresentado em 3 de novembro, mas ainda não analisado pelo colegiado.

A PF cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão nesta quinta fase da operação. O senador Weverton Rocha, apontado como um dos principais alvos, é suspeito de manter negócios com investigados por desvios no INSS; ele afirmou ter recebido a abordagem com surpresa.

A ação também levou ao afastamento e à prisão domiciliar de Adroaldo Portal, ex-número dois do Ministério da Previdência Social. Portal, ligado politicamente ao PDT e com passagem pelo gabinete de Weverton Rocha, foi exonerado após a operação.

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