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59% dos ataques religiosos seriam cometidos por evangélicos

Nova pesquisa aponta que 59% dos ataques religiosos são cometidos por evangélicos, ouvidos 511 terreiros; ataques em espaços públicos e a justificativa da 'lei bíblica' ganham destaque

Foto: Igreja Evangélica
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  • Pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais e Políticas (IPSP) aponta que 59% dos ataques religiosos no Brasil seriam cometidos por evangélicos, com 511 terreiros ouvidos.
  • O levantamento ouviu terreiros de diversas regiões do país e mostra maior atuação de fiéis evangélicos como agressores.
  • Entre os motivos, destacam-se a defesa da “lei bíblica” e a intolerância às práticas de religiões de matriz africana.
  • A maioria dos ataques ocorre em espaços públicos, como ruas e praças, com agressões físicas e verbais.
  • O estudo ressalta que a intolerância tem aumentado, impulsionada por discursos de ódio de líderes religiosos e políticos, e defende políticas públicas de promoção da diversidade religiosa.

O Instituto de Pesquisas Sociais e Políticas (IPSP) divulgou um novo levantamento sobre ataques religiosos no Brasil. Segundo o estudo, 59% das ocorrências seriam cometidas por evangélicos, com 511 terreiros ouvidos. A divulgação ocorreu nesta quarta-feira.

O levantamento é nacional e ouviu terreiros de diversas regiões, apontando predominância de ataques em espaços públicos, como ruas e praças. As agressões incluem ataques físicos e verbais motivados por crenças religiosas.

Entre os motivos citados, destacam-se a defesa da chamada “lei bíblica” e a intolerância às práticas de religiões de matriz africana. O estudo ressalta a relação entre intolerância religiosa, discursos de ódio e a atuação de líderes religiosos e políticos.

Contexto e desdobramentos

A pesquisa enfatiza a necessidade de políticas públicas que promovam o respeito à diversidade religiosa. Os dados reforçam a importância de ações educativas para reduzir a hostilidade entre diferentes expressões de fé.

A divulgação do IPSP reforça o papel de autoridades e da sociedade civil no enfrentamento de ataques e da discriminação. O estudo chama a atenção para medidas de prevenção e proteção a comunidades religiosas vulneráveis.

A publicação envolve a análise de 511 terreiros e aponta tendência de aumento de episódios discriminatórios nos últimos anos. O IPSP destaca a urgência de manejos institucionais e educativos para enfrentar o problema.

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