- Hugo Motta afirmou que o Supremo Tribunal Federal “cumpre seu papel” ao aprofundar apurações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo parlamentares, em café da manhã com jornalistas.
- A Polícia Federal deflagrou operação autorizada pelo STF contra os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro, mirando desvio de cotas parlamentares; Motta foi informado pela direção geral da PF, Andrei Rodrigues.
- Motta disse não fazer pré-julgamento e garantiu que a Câmara não protegerá quem atua de forma irregular, mantendo o monitoramento de eventuais excessos do STF.
- A operação apontou 400 mil reais em dinheiro vivo em endereço de Sóstenes; também houve indicação de que empresa de locação de carros contratada pelos deputados continuou a receber recursos pela cota mesmo após dissolução irregular.
- O líder da bancada afirmou que o dinheiro é recurso lícito de venda de imóvel; a ação gerou críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, com alegações de perseguição, e envolveu assessores dos deputados.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou nesta sexta-feira 19 que o Supremo Tribunal Federal cumpre seu papel ao aprofundar apurações sobre suspeitas de irregularidades cometidas por parlamentares. Motta participou de um café da manhã com jornalistas para fazer um balanço do primeiro ano de gestão.
Mais cedo, a Polícia Federal deflagrou, com autorização do STF, operação contra os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro. A ação mira um suposto esquema de desvio de cotas parlamentares. Motta informou ter sido informado sobre a operação pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Ele disse que, quando um colega é alvo de ação do Judiciário, ninguém fica feliz, mas que o Poder Judiciário está cumprindo o papel dele. O presidente da Câmara enfatizou que não haverá proteção a condutas irregulares e que não haverá pré-julgamento de qualquer assunto.
Reação da Câmara e monitoramento institucional
Motta destacou que a Câmara acompanha eventuais excessos do STF, sem divergir do trabalho da corte. Ele reiterou o respeito ao Supremo e afirmou que o Legislativo atuará para evitar exageros na atuação judicial.
A decisão que autorizou a operação mencionou a existência de movimentações de uma empresa de locação de carros contratada pelos deputados. A PF também encontrou 400 mil reais em dinheiro vivo em endereço de Sóstenes Cavalcante em Brasília.
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