- Em dezembro de 2025, 44% dos brasileiros avaliam a atuação do STF como ruim ou péssima, alta de 3 pontos percentuais em relação a junho.
- A parcela que considera o desempenho da Corte bom ou ótimo é de 14%, queda de 2 pontos percentuais desde o levantamento anterior; 29% disseram ser regular e 13% não souberam responder ou não opinaram.
- A piora ocorre em um momento de maior exposição do STF, após condenações de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Ven na-to, o STF tem enfrentado atritos com o Congresso, incluindo pedidos de impeachment de ministros e debates sobre redução de penas de condenados de 2023.
- O estudo ouviu 2.500 pessoas em 133 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e confiança de 95%, cruzando avaliações com votos em 2022, onde Lula teve 42% e Bolsonaro 44% entre seus eleitores.
A avaliação negativa da atuação do STF voltou a subir, chegando a 44% entre a população. O levantamento aponta aumento de 3 p.p. em relação a junho. A parcela que considera o desempenho da Corte como ruim ou péssimo é a maior registrada no período.
Do outro lado, 14% avaliam o STF como bom ou ótimo, queda de 2 p.p. em seis meses. Ainda há 29% que classificam o trabalho como regular, e 13% não souberam ou não opinaram. Os números mostram percepção estável entre parte do eleitorado.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 15 de dezembro de 2025, com 2.500 pessoas de 16 anos ou mais em 133 municípios. A margem de erro é de 2 p.p., com 95% de confiança. As entrevistas foram por telefone, com fixos e móveis.
Desempenho e momentos de tensão institucional
A piora ocorre em um contexto de maior exposição da Corte, após condenações ligadas aos incidentes de 8 de janeiro de 2023 e prisões de aliados do ex-presidente. A atuação da Corte tem sido tema de embates com o Congresso Nacional.
Entre os pontos de atrito estão pedidos de impeachment de ministros e discussões sobre redução de penas envolvendo condenados pelos ataques de 2023. A agenda do STF tem gerado posições divergentes entre partidos e lideranças.
Casos recentes e impactos políticos
Outro episódio recente envolve Carla Zambelli, ex-deputada, cuja cassação foi revertida por decisão de Moraes, após a Câmara manter o mandato. O caso alimentou o debate sobre o equilíbrio entre Poderes e a independência judicial.
Os resultados mostram que a percepção sobre o STF não se vincula exclusivamente a apoio a governos específicos. Entre eleitores de Lula, 42% veem ruim/péssima o suficiente para a Casa, enquanto entre eleitores de Bolsonaro, o percentual é de 44%.
Metodologia da pesquisa
A sondagem utilizou 2.500 entrevistas por telefone, com URA, em 27 unidades federativas. A ponderação levou em conta sexo, idade, renda, escolaridade e região. A margem de erro permanece de 2 p.p., com intervalo de confiança de 95%. Credita-se o PoderData pelos dados.
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