- O Departamento de Interior suspendeu de imediato as licenças de cinco empreendimentos de energia eólica offshore em construção, alegando riscos à segurança nacional e possível interferência de radar.
- A medida é tomada em parceria com o Departamento de Defesa para mitigar interferência de radar, conhecida como “clutter”, que poderia atrapalhar operações militares.
- Os projetos atingidos são Vineyard Wind 1 (Massachusetts), Sunrise Wind e Empire Wind (Nova York), Revolution Wind (Rhode Island) e Coastal Virginia Offshore Wind (Virgínia).
- A ação interrompe investimentos, empregos e a expansão de energia limpa no Atlântico, em meio a resistência da gestão Trump ao setor.
- Anteriormente, uma decisão federal considerou arbitrária a ordem de banimento de licenças imposta pelo governo; o episódio reforça o embate político sobre energia eólica offshore.
O Departamento do Interior dos EUA suspendeu, de forma imediata, as licenças de cinco empreendimentos de parques eólicos offshore que já estavam em construção. A ação, tomada em cooperação com o Departamento de Defesa, aponta riscos de segurança nacional e possível interferência de radar, classificada como “clutter” que poderia atrapalhar atividades militares.
Segundo o Interior, as obras estão interrompidas nos projetos Vineyard Wind 1, off Massachusetts; Sunrise Wind e Empire Wind, em Nova Iorque; Revolution Wind, em Rhode Island; e Coastal Virginia Offshore Wind, na Virgínia. A medida visa mitigar vulnerabilidades associadas à proximidade com centros populacionais do litoral leste.
A decisão representa o maior choque já dirigido ao setor, que já carregava um histórico de escrutínio durante o governo Trump. O governo anterior havia aprovado as usinas, enquanto um juiz federal em Massachusetts considerou ilegal a ordem de banimento de licenças emitida pela administração anterior.
Contexto adicional indica que o presidente Biden havia apoiado os projetos de offshore wind, com avaliações da defesa que, naquele momento, não apontavam riscos indevidos à segurança nacional. Críticas destacam impactos potenciais em investimentos, empregos e na expansão de energia limpa na região.
Especialistas em energia e representantes de redes elétricas alertam para custos bilionários com interrupções, além de atrasos na ampliação de energia renovável. O governo aponta que a medida busca reduzir vulnerabilidades frente a tecnologias adversárias em evolução.
A decisão ocorre após recente avaliação jurídica sobre a legalidade de ordens anteriores de ódio a licenças, que sofreu contestações de estados e entidades ambientais. O episódio amplia o debate sobre o equilíbrio entre segurança nacional e desenvolvimento de energia limpa.
Subtítulo: Mudança de tema: impacto econômico e operacional
- Empresas envolvidas indicam paralisação de investimentos e demissões temporárias.
- Operadores de rede alertam para impactos na confiabilidade do fornecimento.
- Grupos ambientais ressaltam a importância de diálogo entre segurança e transição energética.
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