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Contribuidores do FP elogiam livros favoritos deste ano

Contribuintes do Foreign Policy apresentam leituras de 2025, destacando obras que moldam debates sobre estratégia, diplomacia, gênero e mudanças climáticas

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  • Em 2025, colaboradores do Foreign Policy avaliaram livros que destacaram temas de história, estratégia e relações exteriores.
  • O jornalista Theodore Bunzel analisa a biografia Zbig, de Edward Luce, sobre Zbigniew Brzezinski, destacando a importância do pensamento dele para a política externa dos EUA.
  • A obra Motherland, de Julia Ioffe, é revisada por Laura Mills como uma recuperação da história feminista soviética, mostrando o papel pioneiro de Kollontai e os avanços e retrocessos subsequentes.
  • Khaled Elgindy comenta Tomorrow Is Yesterday, de Robert Malley e Hussein Agha, como autópsia sobre a solução de dois Estados e os dilemas da diplomacia no Oriente Médio.
  • Howard W. French revisa Empire of Ideas, de William C. Kirby, discutindo se os EUA conseguem manter riqueza e poder diante de ataques a universidades de elite.
  • Cinco romancistas apresentam seus favoritos de ficção climática, destacando obras que exploram impactos e cenários futuros diante da crise ambiental.

Os colaboradores da Foreign Policy avaliaram os livros mais relevantes de 2025, com base em suas áreas de expertise. As análises destacam temas como história, estratégia e relações exteriores, cobrindo biografias, ficção climática e estratégias diplomáticas.

Entre os títulos, destacam-se leituras sobre geopolítica, memória histórica e debates sobre o processo de paz no Oriente Médio. As avaliações enfatizam o papel de obras que ajudam a entender decisões de política externa e seus impactos atuais.

Where Have All the Geostrategists Gone?

Theodore Bunzel analisa a biografia de Zbigniew Brzezinski, destacando seu papel nas políticas de segurança dos EUA e a influência em diferentes eras. A obra centra-se no pensamento estratégico pós-guerra e na visão de Brzezinski sobre a produção de grandes estrategistas.

O livro de Edward Luce, intitulado Zbig, é apresentado como guia essencial sobre a trajetória do formulador de políticas. Segundo Bunzel, a obra eleva Brzezinski no panteão dos pensadores de política externa dos EUA e sugere que o país não produz tantos grandes estrategistas hoje.

How a ‘Fairy-Tale Country’ for Women Turned Its Back on Feminism

Laura Mills lê a obra Motherland, de Julia Ioffe, que resgata a história do early Soviet e de figuras feministas como Alexandra Kollontai. A crítica aponta que a Revolução Russa promoveu avanços em gênero no século XX, mas esse impulso recuou no pós-guerra.

A narrativa de Ioffe é descrita como uma exposição da transformação de uma nação rural e analfabeta em referência de normas de gênero, seguida de retrocesso demográfico e ataques anti-feministas. Mills destaca o papel histórico das reformas de gênero na Rússia.

How Washington’s Israel-Palestine Peace Process Theology Failed Again and Again

Khaled Elgindy analisa The Tomorrow Is Yesterday, de Robert Malley e Hussein Agha, sobre falhas diplomáticas no processo de paz israelo-palestino. A obra examina que a narrativa de paz e a solução de dois estados entraram em conflito com evidências e consequências reais.

Segundo o avaliador, Malley e Agha desmontam a ideia de um processo de paz que funciona como fé política. A análise aponta como o texto questiona a eficácia de estratégias de negociação apoiadas por políticas externas americanas.

Can the U.S. Be a Great Power Without Harvard?

Howard W. French comenta Empire of Ideas, de William C. Kirby, revisitada após ataques do governo a universidades americanas. O livro argumenta que o vigor econômico depende da qualidade institucional do sistema educacional.

A leitura, publicada em 2022 e relançada em 2025, questiona se os EUA podem manter posição de liderança sem instituições universitárias de referência. French aponta o tema como central para a competitividade nacional.

Five Novelists on Their Favorite Climate Fiction

Cinco escritores de renome apresentam suas leituras preferidas de ficção climática, reunidas próximo à COP 30. As obras discutidas variam entre thrillers ecológicos e romaneses de formação ambientados no setor de combustíveis fósseis.

A seleção reúne obras que exploram cenários de desastres e impactos de políticas climáticas na ficção, incentivando leituras que conectam literatura a possíveis mudanças políticas.

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