- A pressão entre facções do Cartel de Sinaloa se intensifica em Sinaloa, com aumento de homicídios e de desaparecimentos após a entrega de Ismael “El Mayo” Zambada aos EUA.
- Em julho de 2024, Guzmán López sequestrou o líder e o entregou à DEA, evento que sinaliza ruptura interna entre as facções rivais.
- Em dezembro, já foram registrados 126 homicídios em apenas 22 dias em cidades como Culiacán, Mazatlán e Escuinapa, contribuindo para um total de cerca de 1.824 assassinatos no último ano.
- A violência também se manifestou em bloqueios rodoviários, incêndio de caminhões e confrontos, com autoridades reconhecendo o aumento dos homicídios dolosos no sul de Sinaloa.
- O balanço de desaparecimentos é alarmante: 3.304 pessoas sumiram em quinze meses, com 2.398 casos em 2025, a maioria homens de 18 a 39 anos, refletindo a escalada da violência ligada às facções do cartel.
A violência no noroeste do México intensificou-se nos últimos meses, com ataques entre facções rivais do Cartel de Sinaloa e um aumento expressivo de homicídios na região de Sinaloa. O conflito envolve herdeiros de líderes históricos do cartel e desencadeou atuações do governo federal e de autoridades locais para tentar conter a escalada.
Em julho de 2024, Ismael Zambada García, o El Mayo, foi entregue à Justiça norte-americana por Joaquín Guzmán López, filho de Joaquín Guzmán, o Chapo. A operação, ocorrida no aeroporto de Santa Teresa, em El Paso, Texas, é apontada como catalisadora de uma guerra entre as facções que disputam território e roteiros de tráfico de cocaína, metanfetamina e fentanilo.
Na prática, a reação violenta ganhou contornos de conflito aberto em todo o estado. Em novembro, a Procuradoria Estadual registrou 109 assassinatos; nos meses seguintes, a tendência de alta manteve-se, com 126 mortes já contabilizadas até o final de 2025.
A transformação do cenário de segurança
No último fim de semana, a governante do país mencionou o agravamento da violência em Sinaloa durante a tradicionalu reunião diária, destacando bloqueios de estradas na região sul do estado. Testemunhos de moradores relatam tiroteios próximos a rodovias, com veículos incendiados e interrupções de trânsito.
Entre os episódios mais marcantes, três recipientes congelados foram deixados no trecho do Libramiento Culiacán. Dentro das caixas, havia partes de um corpo humano, desmontado de maneira macabra, sinalizando o nível de brutalidade do ataque entre facções rivais.
Impacto humano e institucional
A região registra um crescente número de desaparecidos; ao todo, 3.304 pessoas passaram pelo mesmo registro em 15 meses, com foco em jovens de áreas urbanas. Em 2025, 2.398 casos foram reportados, com predomínio de homens entre 18 e 39 anos.
A violência também atingiu eventos cívicos: festas tradicionais de fim de ano foram impactadas pela instabilidade local, refletindo o custo social da batalha entre facções. O governo federal e a coletiva estadual destacam que as investigações seguem para esclarecer a participação de indivíduos envolvidos nos crimes.
Perspectivas e contexto
A Administração mexicana tem reiterado compromissos com operações de captura, prisão e extradição de líderes do grupo, inclusive para reduzir a capacidade de resposta dos criminosos. Oficiais informam que a cidade de Culiacán permanece sob vigilância reforçada à luz do contínuo tiroteio e operações emergenciais.
A guerra entre as facções do Cartel de Sinaloa continua a influenciar o clima de segurança na região, com impactos diretos sobre a vida cotidiana, o patrimônio público e a cooperação entre autoridades mexicanas e internacionais para enfrentar o narcotráfico.
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