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Lula reconhece música gospel como manifestação cultural

Decreto de Lula reconhece a cultura gospel como manifestação da cultura nacional e traça diretrizes para valorização e difusão de artistas gospel

O presidente Lula durante reunião ministerial — Foto: Adriano Machado/Reuters
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  • Lula assina decreto que cria diretrizes para valorizar a música e outros elementos da cultura gospel, reconhecendo o gênero como manifestação da cultura nacional.
  • O texto detalha o que é considerado cultura gospel: música gospel, expressões corporais e cenográficas, artes visuais, literatura religiosa e outras práticas baseadas na vida cristã.
  • As ações previstas incluem apoio à criação, pesquisa, preservação e difusão, além de formar agentes culturais e integrar políticas federais, estaduais e municipais.
  • A cerimônia no Palácio do Planalto contou com lideranças evangélicas e com o presidente da Câmara, Hugo Motta; a ministra Margareth Menezes ressaltou a importância da pluralidade de crenças.
  • O movimento é visto como um aceno de Lula ao eleitorado evangélico, em um contexto de sinalização política para as próximas eleições.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje um decreto que cria diretrizes para a valorização da música e de outros elementos da cultura gospel no país, reconhecendo o gênero como manifestação da cultura nacional. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto com a presença de lideranças evangélicas e do presidente da Câmara, Hugo Motta, católico.

O texto estabelece que a cultura gospel, incluindo estilos como adoração, louvor e hip-hop gospel, bem como expressões corporais, artes visuais, literatura religiosa e outras manifestações da vida cristã, integra o cenário cultural brasileiro. A norma define políticas públicas para promover o gospel em todo o país.

Detalhes do decreto

Ministros Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do advogado-geral da União, Jorge Messias — evangélico indicado ao STF —, acompanharam as discussões. Eliziane Gama também participou das tratativas.

O documento prevê ações como reconhecimento e incentivo à criação, pesquisa e difusão de repertórios gospel, formação técnica de agentes culturais e articulação federativa para inclusão nas políticas culturais locais. Também contempla circulação nacional e internacional de obras e a preservação de acervos gospel.

Contexto político e institucional

A ministra Margareth Menezes afirmou que o decreto aproxima o cotidiano das comunidades de fé da institucionalidade cultural. Ela ressaltou a necessidade de uma política cultural que abrace a pluralidade de crenças, destacando o papel do governo na formação de profissionais e na articulação entre esferas.

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