- Moraes afirmou ter se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar das consequências da Lei Magnitsky, sem mencionar o caso do Banco Master.
- A colunista Malu Gaspar aponta que Moraes teria procurado Galípolo para discutir a venda do Banco Master ao Banco BRB e, segundo a publicação, houve contatos ao menos quatro vezes.
- Segundo a reportagem, o BC barrara a operação em setembro por não haver viabilidade econômico-financeira para a compra.
- A nota oficial de Moraes diz que ele participou de reuniões com dirigentes de BC, Banco Itaú e outros bancos para tratar exclusivamente das consequências da Lei Magnitsky, incluindo movimentação de contas e serviços.
- Moraes e a esposa foram sancionados pela Lei Magnitsky pelos Estados Unidos, mas tiveram a lista retirada em dezembro; o escritório da advogada cobrava contrato de R$ 130 milhões até 2027.
O ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou ter se reunido com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar das implicações da lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos EUA. O relato ocorreu nesta terça-feira e não houve menção ao caso do Banco Master nesse contexto.
Segundo a coluna de Malu Gaspar, Moraes teria entrado em contato com Galípolo para discutir a possível venda do Banco Master ao BRB. A reportagem aponta que as tentativas de contato incluíram ligações e encontros presenciais, ao menos em quatro ocasiões.
A nota oficial de Moraes descreve encontros com dirigentes de instituições financeiras para tratar apenas das consequências da lei, sem mencionar operações específicas. O texto cita participação de autoridades como presidente e vice-presidente jurídico de bancos, além de representantes da Febraban e de entidades do setor.
Magnitsky e consequências
A divulgação aponta que a Magnitsky resultou em sanções do governo americano contra Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes, que atua como advogada de uma banca contratada pelo Master. As sanções foram retiradas no início de dezembro.
Durante o período de sanções, ativos no exterior e relações com empresas ligadas ao casal sofreram bloqueios. Cidadãos norte-americanos ficaram impedidos de realizar negócios com eles, inclusive por meio de operações com cartões de crédito.
A reportagem indica que o escritório de Viviane Barci de Moraes recebeu contrato de aproximadamente R$ 130 milhões até 2027 para atuar em defesa do Master e de seu proprietário, Daniel Vorcaro, perante órgãos como BC, Receita Federal, Cade e Congresso.
Caso Master
A compra do Master pelo BRB foi rejeitada pelo BC em setembro, por falta de viabilidade econômico-financeira. O anúncio da operação ocorreu em março, mas a diretoria colegiada da instituição manteve a decisão de bloquear a transação.
Em novembro, Vorcaro foi preso em operação da Polícia Federal que apurava irregularidades ligadas a papéis emitidos pelo Master. Ele acabou solto no fim do mês. O BC manteve a liquidação extrajudicial do conglomerado por tempo indeterminado.
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