- Datafolha aponta polarização: 35% se identificam com a direita e 22% com a esquerda, somando 57% nos extremos; centro fica com 17%, centro-esquerda 7%, centro-direita 11% e 8% não souberam responder.
- Pesquisa ouviu 2.002 pessoas, com 16 anos ou mais, em 113 municípios, de 2 a 4 de dezembro; margem de erro de dois pontos percentuais.
- Entre 16 e 24 anos, o centro aparece com 30%, a direita com 26% e a esquerda com 16%; entre 60 anos ou mais, a direita chega a 42% e o centro fica em 9%.
- No recorte educacional, quem tem menor escolaridade tende à direita (41%), já quem tem ensino médio completo ou superior se aproxima do centro (20% a 21%).
- Em termos de religião, católicos declaram direita 36% e esquerda 24%; evangélicos chegam a 42% na direita e 16% na esquerda; cruzamentos indicam que 9% dos da esquerda votaram em Bolsonaro e 22% dos da direita votaram em Lula.
O Datafolha divulgou, nesta semana, o retrato da polarização entre direita e esquerda no Brasil. O estudo aponta que 35% dos brasileiros se identificam com a direita e 22% com a esquerda, somando 57% de posicionamento nos polos. O centro fica com 17%, seguido por 7% no centro-esquerda, 11% no centro-direita e 8% que não souberam responder.
A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 113 municípios, entre 2 e 4 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os respondentes avaliaram, em escala de 1 a 7, a posição ideológica, onde 1 é a esquerda máxima e 7, a direita máxima.
Os resultados reforçam o quadro de segmentação política, ainda que haja nuances relevantes entre faixas etárias, escolaridade e religião. Entre jovens de 16 a 24 anos, o centro chega a 30%, com 26% à direita e 16% à esquerda.
Entre 60 anos ou mais, a direita predomina, com 42%, enquanto apenas 9% se colocam no centro. Em termos educativos, quem tem menos escolaridade tende a se identificar com a direita (41%), e aqueles com ensino médio ou superior apresentam maior share do centro (cerca de 20%-21%).
Entre católicos, 36% se declaram de direita e 24% de esquerda; entre evangélicos, a direita chega a 42% e a esquerda fica em 16%. Esses dados mostram a coexistência de padrões regionais e de crenças com o alinhamento ideológico.
Em cruzamentos de voto, o levantamento também destaca peculiaridades: 9% dos entrevistados que se disseram de esquerda afirmaram ter votado em Jair Bolsonaro (PL) em 2022, enquanto 22% dos que se identificam com a direita declararam voto em Lula (PT).
Segundo o Datafolha, a polarização permanece evidente, mesmo com variações por grupo demográfico. O conjunto de resultados sugere que as preferências ideológicas não se traduzem de forma uniforme entre faixas etárias, escolaridade e religião.
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