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Carlos divulga doenças de Bolsonaro para justificar prisão domiciliar

Bolsonaro passa por cirurgia de hérnia inguinal bilateral; internação de cinco a sete dias e avaliação em 29 pode definir mudança de regime da pena

Ex-vereador do Rio diz que pai sofre de comorbidades que afetariam cumprimento da prisão em regime fechado. (Foto: CMRJ)
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  • Carlos Bolsonaro divulgou uma lista de doenças atribuídas a Jair Bolsonaro para fundamentar pedido de prisão domiciliar, com documentos médicos enviados ao STF.
  • Entre as comorbidades listadas estão refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão essencial primária, doença aterosclerótica do coração, oclusão e estenose de carótidas, apneia do sono e carcinoma de células escamosas (câncer de pele).
  • Bolsonaro passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral entre os dias 24 e 25 de dezembro, com internação prevista de cinco a sete dias para recuperação.
  • Não houve decisão sobre mudança de regime de pena; a defesa afirma que parecer clínico justificaria prisão domiciliar, mas o ministro Alexandre de Moraes autorizou apenas a cirurgia.
  • No pós-operatório, houve reabilitação com fisioterapia, uso de medicação para trombose e dor, ajuste de remédios para soluços e refluxo; avaliação sobre soluços persistentes está marcada para 29 de dezembro.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta sexta-feira uma lista de doenças atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro para fundamentar pedido de prisão domiciliar. Os documentos médicos enviados ao STF são apresentados pela defesa como comprovação das comorbidades.

Segundo Carlos, Bolsonaro tem refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão, doença aterosclerótica do coração, oclusão e estenose de carótidas, apneia do sono e carcinoma de pele. A defesa afirma que o estado de saúde inviabilizaria o cumprimento de pena em regime fechado.

Bolsonaro passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral entre 24 e 25 de dezembro, no Hospital DF Star, em Brasília. A internação prevista era de cinco a sete dias para recuperação, com avaliação marcada para 29 de dezembro sobre soluços persistentes.

Cirurgia e internação

A cirurgia durou cerca de quatro horas e transcorreu sem intercorrências, conforme boletim médico. Após o procedimento, houve início de fisioterapia e uso de Medicação para prevenção de trombose e controle da dor.

A defesa sustenta que o quadro clínico impede a prisão em regime fechado, e apresentou o pedido de prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Até o momento, não houve decisão sobre a mudança de regime.

Acompanhamento médico e próximos passos

O boletim aponta ajustes de medicação para soluços e refluxo gastroesofágico. Não há indicação de novos exames ou procedimentos imediatos. A equipe médica deve reavaliar, em 29, a necessidade de tratamento específico para soluços.

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