- O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai ao tentar embarcar para El Salvador.
- Ele foi condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado por participação em organização criminosa que tentou reverter as eleições de 2022, e já havia sido condenado por improbidade administrativa com multa de cerca de R$ 546,6 mil.
- Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil sem autorização judicial e foi detido no Aeroporto de Assunção; autoridades brasileiras acionaram alertas de fronteira e a adidância no Paraguai.
- Ele já teve prisão preventiva em 2023, saiu com medidas cautelares e, posteriormente, foi condenado. As decisões destacam uso político da PRF e risco ao Estado democrático.
- O processo envolve ações para dificultar o voto de eleitores no segundo turno de 2022, incluindo participação em eventos oficiais com pedidos de voto e publicações com farda da PRF.
Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso no Paraguai nesta sexta-feira (26) ao tentar embarcar para El Salvador. A detenção ocorreu no Aeroporto de Assunção, após ele romper a tornozeleira eletrônica, deixar o Brasil sem autorização judicial e buscar novo destino no exterior.
Segundo a Polícia Federal, Vasques é condenado em dois processos. Em 2022, ele foi considerado responsável por improbidade administrativa por uso indevido da estrutura da PRF para fins eleitorais. A decisão o obriga a pagar multa e ficar impedido de contratar com o poder público por quatro anos.
Em outra ação do STF, o ex-diretor foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado, por participação em uma organização criminosa ligada a tentativas de manter Jair Bolsonaro no poder. A pena inclui ainda suspensão de direitos políticos e indenização coletiva de cerca de R$ 30 milhões.
A prisão no Paraguai ocorreu após autoridades brasileiras acionarem alertas de fronteira e a adidância no país vizinho. Vasques utilizava um passaporte paraguaio original, mas com identidade incompatível, o que motivou a abordagem no aeroporto.
Após a detenção, Vasques foi identificado e encaminhado ao Ministério Público do Paraguai. Ele deverá ser expulso do território paraguaio e entregue às autoridades brasileiras, conforme procedimentos consulares.
Além de responder pelos condenados, as sentenças apontam que Vasques ultrapassou os limites do cargo público ao atuar politicamente, contribuindo para ações que teriam prejudicado o eleitorado e a normalidade institucional.
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