- A defesa de Silvinei Vasques pediu que a prisão seja cumprida em Santa Catarina ou na unidade militar Papudinha, alegando ameaças na Papuda.
- O pedido foi formalizado hoje ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ainda não decidiu.
- A defesa afirma que o ex-diretor sofreu assédio e ameaças no ambiente prisional da Papuda durante aproximadamente um ano de prisão preventiva.
- Como alternativa, a defesa sugere custódia em Santa Catarina ou, se for mantido em Brasília, a transferência para a Papudinha, unidade militar.
- Vasques foi preso no Paraguai após uma tentativa de fuga; já foi condenado a vinte e quatro anos e seis meses de prisão por envolvimento em uma trama golpista.
A defesa do ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques apresentou pedido para que a custódia dele seja cumprida em Santa Catarina ou no prédio militar conhecido como Papudinha, na Papuda. O requerimento foi formalizado junto ao STF e ainda não há decisão.
O advogado Anderson Rodrigues de Almeida sustenta que o Complexo Penitenciário da Papuda não é local seguro para o ex-diretor. Segundo ele, houve assédio e ameaças registradas durante o período de prisão preventiva, administradas pela direção da unidade.
Para a defesa, manter Vasques em São José ou Florianópolis facilitaria a proteção da integridade física e psíquica do réu, além de evitar deslocamentos interestaduais frequentes. Uma segunda opção seria a Papudinha, caso o ministro entenda pela necessidade de manter o custodiado em Brasília.
Silvinei Vasques foi preso no Paraguai após uma suposta tentativa de fuga. Em 16 de dezembro, ele havia sido condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão em processo ligado à trama golpista. A prisão ocorreu após não localizar o ex-diretor na residência indicada pela PF na noite de Natal.
A Polícia Nacional do Paraguai informou que prendeu Vasques com documentos falsificados a caminho de El Salvador. O uso de uma tornozeleira com falha de sinal de GPS também motivou alertas que levaram à atuação da PF e ao acionamento do ministro Alexandre de Moraes.
Vasques foi condenado por ordenar operações de grupo para dificultar o deslocamento de eleitores no segundo turno de 2022. A defesa nega que ele tenha atuado para impedir a votação de apoiadores do então presidente Lula, alegando excesso de desinformação nas redes.
O ex-diretor da PRF já havia sido detido em agosto de 2023, por decisão de Moraes, sob a recomendação de coação de depoimentos. Depois, houve a decisão de soltura condicionada a medidas cautelares, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica.
Em janeiro, Vasques assumiu uma secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação em São José, Santa Catarina, sob indicação do prefeito Orvino Ávila. O cargo foi mantido apenas até a condenação no caso golpista, que resultou na sua saída.
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