- O procurador-geral Paulo Gonet arquivou a investigação envolvendo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, ligada a um contrato com o Banco Master.
- A contratação de Moraes pela instituição, mediada pelo operador Daniel Vorcaro, suscitou questionamentos sobre possível conflito de interesse.
- O STF autorizou que esposas atuem como advogadas perante a Corte, o que alimenta debates sobre independência e parentesco no poder judiciário.
- O contrato com o Master teria valor de cerca de R$ 3,6 milhões mensais, com duração de três anos, segundo reportagens citadas na matéria.
- A decisão de Gonet foi alvo de críticas por suposta precipitação no arquivamento, em meio a alegações de pressão envolvendo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e a eventual venda do Master ao BRB.
O procurador-geral Paulo Gonet indeferiu a abertura de investigação que envolvia a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A decisão aponta que não houve indícios suficientes para prosseguir com apuração sobre possível Advocacia Administrativa relacionada a um contrato.
Viviane Barci de Moraes é sócia de um escritório ligado ao Banco Master, que contratou seus serviços. O operador do escritório é Daniel Vorcaro, apontado como figura central em movimentos de contrato de alto valor. A participação de familiares de ministros em escritórios de advocacia tem sido tema de debate público.
O contrato entre o Master e o escritório de Moraes tinha valor elevado, com estimativa de cerca de 3,6 milhões de reais mensais, vigência de três anos. A reportagem aponta que a relação entre o ministro, a advogada e Vorcaro motivou perguntas sobre possíveis conflitos de interesse.
Contexto e desdobramentos
A decisão de Gonet gerou críticas e trouxe à tona discussões sobre independência da PGR e atuação de magistrados em casos envolvendo familiares próximos. Fontes de imprensa indicaram que Moraes, Vorcaro e o escritório teriam mantido encontros e participação em eventos ligados a círculos de poder.
Segundo informações de veículos como o Estado de S.Paulo e O Globo, houve relatos de contatos entre Moraes e atores do cenário financeiro, além de registros de encontros que alimentaram a pauta pública sobre ética e influência. As fontes ressaltam que a apuração não avançou, seguindo o entendimento de imoralidade, mas sem embasamento para tipificação legal.
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