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CNJ arquiva pedido de Sanderson para apurar conduta de Moraes

CNJ deve arquivar automaticamente pedido de Sanderson para apurar Moraes, pois ministros do STF não estão sujeitos ao controle do CNJ

Conselho Nacional de Justiça tem responsabilidade de averiguar conduta de magistrados, exceto do STF. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • Sanderson (PL-RS) protocolou no CNJ um pedido para instaurar PAD para apurar Moraes no caso do Banco Master.
  • A Corregedoria Nacional de Justiça disse que o pedido será arquivado automaticamente, já que ministros do STF não estão sob controle do CNJ.
  • A PGR já arquivou investigação sobre Moraes e afirmou que o contrato de 129 milhões entre a empresa da esposa dele e o Banco Master não configura ilicitude.
  • Reportagens indicaram contatos de Moraes com o presidente do Banco Central para tratar do Master; Moraes nega irregularidades e diz ter tratado da Lei Magnitsky.
  • No CNJ, apurações envolvendo ministros do STF cabem ao plenário da Suprema Corte, funcionando como órgão corregedor excepcional.

O deputado Sanderson (PL-RS) protocolou no CNJ um pedido para instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) envolvendo o ministro do STF Alexandre de Moraes. A solicitação refere-se ao caso do Banco Master e à eventual atuação do ministro na negociação com a instituição. Segundo a Corregedoria Nacional de Justiça, o pedido será arquivado automaticamente, pois ministros do STF não entram no controle do órgão.

O CNJ destaca que a fiscalização de deveres funcionais alcança magistrados do Poder Judiciário brasileiro, exceto os membros da Suprema Corte. Para infrações envolvendo ministros, o próprio plenário do STF atua como corregedor excepcional.

A Gazeta do Povo informou, na segunda-feira, que a Procuradoria-Geral da República arquivou investigação sobre Moraes. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que não houve ilicitude no contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa do ministro e o Banco Master, considerado sem irregularidades.

Contexto recente

Na terça-feira, Sanderson solicitou ao CNJ que o corregedor Mauro Campbell Marques instaurasse o PAD para apurar Moraes. O deputado cita o contrato entre a empresa da esposa do ministro e o Master, ressaltando suspeita de atuação informal que poderia configurar conflito de interesses.

O deputado também pediu afastamento cautelar de Moraes durante a apuração, embasando-se em reportagens sobre contatos do ministro com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do Master. Moraes negou as acusações, afirmando que as conversas ocorreram para tratar da Lei Magnitsky.

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