- Bruce Lehrmann apresentou recurso no tribunal superior para tentar reverter uma condenação por estupro, alegando que as decisões iniciais contra ele teriam sido “comprometidas.
- O caso envolve acusações de que Lehrmann, então funcionário do Liberal, teria estuprado Brittany Higgins em 2019, no Parliament House.
- A defesa argumenta que o juiz Michael Lee conduziu pesquisas próprias e usou material não técnico, o que supostamente abalaría a imparcialidade das decisões.
- Em 2024, o Tribunal Federal manteve a sentença de que Lehrmann cometeu estupro, e a defesa já havia tido uma derrota em recurso anterior.
- O novo pedido busca que o Supremo Tribunal tente anular as decisões com base na alegação de erro de procedimento e no suposto uso indevido de evidências pelo juiz, pedindo também a revisão do significado de “rape” no contexto do caso.
Bruce Lehrmann voltou a mover recursos para tentar anular a decisão que o apontou, por maioria de probabilidade, como autor de uma relação sexual sem consentimento com Brittany Higgins em 2019 no Parliament House. A nova tentativa ocorre por meio de pedido de permissão especial para recorrer, apresentado no tribunal superior.
Os documentos indicam que a defesa sustenta que as decisões iniciais contra Lehrmann foram comprometidas, o que levaria também a anular a conclusão da corte federal mantida pelo plenário. A base do recurso é a afirmação de que o juiz Michael Lee teria realizado pesquisas próprias, o que, segundo os advogados, violaria o princípio de imparcialidade.
Higgins havia denunciado ter sido estuprada em 2019, numa área do Parlamento, a informação publicada pela rede de televisão e por veículos de notícia na época. Lehrmann, então colega liberal, negou as acusações, afirmando ser identificável pela vítima. O caso tornou-se um marco com desdobramentos legais ao longo de anos.
Em 2022, Lehrmann enfrentou um julgamento criminal por sexo sem consentimento, que foi abortado devido a conduta de jurados, fazendo com que as acusações fossem retiradas após o Ministério Público indicar risco inaceitável à saúde de Higgins para um novo júri. Em 2023, Lehrmann moveu processo por difamação contra a Ten e a apresentadora Lisa Wilkinson, que foi encerrado com a rejeição da ação pelo tribunal.
Em curso e próximos passos
A defesa sustenta que o veredito do pleno tribunal, que manteve a conclusão de Lehrmann, baseou-se em evidências que não deveriam ter sido consideradas, incluindo materiais não jurídicos obtidos pela própria parte. Argumenta que o juiz deve ter limitado a análise a fatos acordados, sem incluir literatura externa sobre violência sexual.
A parte acusatória descreve o episódio como um caso de alto perfil já com múltiplos desdobramentos legais. A decisão final do High Court ainda não tem data definida, e o desfecho depende da avaliação sobre a admissibilidade do material contestado e de eventuais falhas processuais.
As informações disponíveis destacam que o caso continua em curso no que diz respeito a recursos legais, sem que haja, no momento, uma decisão definitiva sobre a admissibilidade das alegações de parcialidade do juiz e a possibilidade de retratar ou manter as condenações anteriores.
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