- O Conselho Federal de Medicina determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal a abertura de sindicância para apurar suposta falta de assistência médica a Jair Bolsonaro após a queda.
- O CFM disse ter recebido denúncias formais que expressam inquietação quanto à garantia de atendimento adequado e citou relatos de intercorrências clínicas.
- O órgão afirmou que a saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo e atendimento médico com múltiplas especialidades pelo estado, inclusive em situações de urgência.
- A deputada Bia Kicis informou ter acionado o CFM sobre a saúde de Bolsonaro, que sofreu traumatismo cranioencefálico leve e passou por exames no hospital DF Star.
- A Justiça e a defesa de Bolsonaro discutiram a necessidade de deslocamento imediato ao hospital; a equipe médica pediu três exames (tomografia, ressonância e eletroencefalograma) e apoiadores criticaram decisões.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu uma sindicância para apurar suposta inadequação no atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele sofrer uma queda. O procedimento foi determinado hoje pelo órgão federal, que encaminhou a apuração ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRMD-DF). A abertura ocorre após denúncias formais que levantaram preocupações sobre a qualidade da assistência prestada.
O CFM informou que a sindicância visa esclarecer os fatos relatados e que a saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo e atuação multidisciplinar pelo Estado. O órgão destacou a necessidade de garantir atendimento médico adequado em situações de urgência e emergência, seguindo o Código de Ética e a legislação vigente.
Envolvidos
O presidente do CFM é apontado como figura pública associada ao tema, com histórico de posicionamentos favoráveis a Bolsonaro em momentos anteriores. Em 2018, ele publicou artigo apoiando a vitória do ex-presidente, divulgado pelo regional de Rondônia, onde ocupava função administrativa. Além disso, o comparsa do período da pandemia foi citado em declarações que defenderam a atuação do governo na ampliação de leitos.
Situação atual e desdobramentos
Após a queda ocorrida, a deputada federal Bia Kicis informou ter acionado o CFM e esteve em contato com o hospital. Bolsonaro realizou exames médicos no DF Star, com autorização judicial para movimentação, após deixar a prisão onde estava detido. O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, havia limitado a ida imediata ao hospital, pedindo mais informações antes da autorização.
A equipe médica do ex-presidente indicou a necessidade de realizar três exames: tomografia e ressonância do crânio, além de eletroencefalograma. A família e apoiadores criticaram a demora na resposta judicial para o deslocamento ao hospital. Segundo apurações, Bolsonaro permaneceu em observação sem acionar protocolos de emergência no momento da queda.
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