- O médico Cláudio Birolini, responsável pelas cirurgias abdominais do ex-presidente Jair Bolsonaro desde o ano passado, afirma que ele tem comorbidades preocupantes e que a sala da PF em Brasília não é adequada para a saúde dele.
- Bolsonaro tem enfrentado crises de soluços e apneia do sono desde a prisão, além de uma queda na cama que provocou ferimento na cabeça, com exames realizados no Hospital DF Star.
- Birolini avalia que, diante das condições e riscos, o ambiente domiciliar seria mais adequado do que a prisão.
- O médico destaca que a sala tem cama estreita e o uso do CPAP (aparelho para apneia) ligado a tomada, o que aumenta o risco de quedas, especialmente com a estrutura atual.
- Sequelas da facada de 2018 persistem, incluindo possíveis aderências intestinais e refluxo; o tratamento envolve medicamentos como gabapentina, clorpromazina e antidepressivo, além de fisioterapia e acompanhamento nutricional.
O médico Cláudio Birolini, responsável pelas cirurgias abdominais de Jair Bolsonaro desde o ano passado, afirma que o político apresenta comorbidades relevantes. Ele também critica a sala na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, como inadequada para a saúde do ex-presidente.
Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro do ano passado. Desde então, ele tem enfrentado crises de soluços e episódios de apneia do sono decorrentes da facada de 2018. Nesta semana, o presidente sofreu uma queda na cama que provocou um ferimento leve na cabeça.
O Hospital DF Star já realizou exames para avaliar o estado de saúde dele, segundo informações veiculadas pela imprensa. Birolini disse que o ambiente atual aumenta riscos e que, na visão dele, o ideal seria o regime domiciliar, dadas as exigências da condição clínica.
Comorbidades e quadro clínico
O médico descreve que Bolsonaro tem idade avançada, 70 anos, e fragilidades típicas dessa faixa etária. Entre as condições citadas estão sequelas da facada, presença de soluços persistentes e problemas gastrointestinais que dificultam o manejo diário.
Segundo Birolini, o quadro exige monitoramento constante, controle de peso e fisioterapia respiratória e motora. O uso de medicamentos como gabapentina e clorpromazina para o soluço demanda horários rigorosos e acompanhamento nutricional.
O especialista também aponta que o aumento de peso desde o regime domiciliar até a prisão elevou o risco de apneia do sono. A queda recente é atribuída, em parte, à estrutura da sala e ao uso do CPAP durante a noite.
Perspectivas de manejo
Birolini afirma que a alimentação deve ser fracionada, com mastigação cuidadosa e deglutição lenta. A dieta precisa de ajuste com acompanhamento de impedância corporal para monitorar a massa, água e função muscular.
Ele ressalta ainda que fatores comportamentais, como a maneira de falar e de se alimentar, podem agravar problemas intestinais. O médico enfatiza a necessidade de um plano multidisciplinar para reduzir complicações.
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