- A defesa de Filipe Martins afirma que o ministro Alexandre de Moraes ignora registro da Microsoft (dona do LinkedIn) que mostraria acesso não autorizado e sustenta que a prisão foi precipitada.
- Segundo o advogado Jeffrey Chiquini, houve pedido de reconsideração da prisão há 24 horas, sem resposta do STF.
- A defesa contesta o argumento de Moraes de que houve acesso em nome de Martins e acusa o tribunal de abuso de autoridade.
- O documento apresentado pela defesa diz que o último acesso de Martins ao LinkedIn foi em 2024, antes da cautelar de 26 de dezembro de 2025.
- Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no processo nº 2.693 (núcleo 2), que ainda tramita em recursos, com possibilidade de trânsito em julgado após esses recursos.
A defesa do ex-assessor para assuntos internacionais do governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins, afirma que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não leva em consideração provas apresentadas pela Microsoft, proprietária do LinkedIn, para sustentar a versão de que Martins não utilizou redes sociais. A defesa disse ter pedido reconsideração da prisão há 24 horas, sem resposta até o momento.
Segundo os advogados, os documentos da Microsoft demonstrariam que não houve acesso ao LinkedIn pelo réu nem por terceiros, sugerindo que a decretação da prisão foi precipitada. A defesa contesta o argumento do ministro de que a busca pelo LinkedIn mostrou desrespeito institucional.
A defesa também sustenta que Moraes poderia ter sido informado de registros adicionais que contrariam a narrativa da prisão, incluindo o fato de o último acesso de Martins ao LinkedIn ter ocorrido em 2024, bem antes da cautelar de 26/12/2025, quando vigorava apenas a proibição de postagens.
De acordo com Jeffrey Chiquini, o Ministério Público e a defesa discordam sobre a aplicação de medidas cautelares, e há controvérsia sobre a leitura de registros digitais vinculados à conta do ex-assessor. Os advogados argumentam que a leitura de informações deve seguir padrões legais e técnicos.
No processo, Martins foi condenado a 21 anos de prisão no âmbito da ação penal nº 2.693 (núcleo 2), relacionada à suposta minuta de golpe. O caso tramita em recursos e, até a confirmação de sentença, Moraes pode determinar o trânsito em julgado e o início do cumprimento da pena.
Provas digitais na prática
Os advogados afirmam que os registros da Microsoft poderiam esclarecer se houve ou não acesso autorizado às plataformas digitais, o que seria relevante para a avaliação da prisão. O desentendimento sobre o acesso ao LinkedIn é apresentado como ponto central da defesa.
Situação processual atual
A defesa alega que a avaliação de Moraes sobre a conduta de Martins não considerou integralmente as provas apresentadas. O processo segue em vias recursais e ainda não há definição sobre o cumprimento da pena, caso a decisão seja mantida.
A reportagem acompanha os desdobramentos, com atualizações sobre novas representações da defesa e eventuais decisões judiciais. As informações são baseadas nos documentos apresentados pela defesa e no andamento processual divulgado pelas partes.
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