- O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União, Jhonatan de Jesus, quer promover uma inspeção nos papéis que levaram à liquidação do Master, alvo de críticas na corte.
- A leitura entre bastidores é de que ele tenta minar a liquidação do banco de Daniel Vorcaro ou atrasar a venda de ativos para quitar débitos com investidores lesados.
- A liquidação foi conduzida segundo uma cartilha técnica definida pela fiscalização, com o objetivo de encerrar as operações do banco.
- O Master utilizou fundos de pensão públicos sem rentabilidade e até laranjas como gestores de crédito, conforme apuração do Ministério Público Federal. Vorcaro ganhou destaque em Brasília por contatos com o centrão e membros do Judiciário.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comunicou, nesta semana, que quer entender a linha de atuação do TCU e do Banco Central, após pressão sobre o negócio que já envolve investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, o que gerou preocupação entre ministros da corte.
O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, propõe realizar inspeção nos documentos que embasaram a liquidação do Master. A medida gerou alerta entre ministros, técnicos da fiscalização e o Planalto.
Alguns integrantes da corte enxergam a iniciativa como possível manobra para enfraquar a liquidação do banco de Daniel Vorcaro ou atrasar a venda de ativos, o que poderia quitar débitos com investidores lesados. A avaliação é de que o movimento pode ampliar a exposição do TCU.
A operação de liquidação do Master teve andamento técnico complexo e visou concluir a intervenção em instituição financeira privada, conforme relatos do Ministério Público Federal. O banco utilizou fundos de pensão públicos sem rentabilidade e chamou gestores sem respaldo patrimonial real.
Vorcaro, dono do Master, ganhou projeção em Brasília ao circular entre políticos do centrão e figuras do Judiciário, fortalecendo uma rede de lobby com outras instituições privadas do ramo. Jhonatan de Jesus é ex-deputado e teve apoio do centrão para chegar ao TCU.
Nesta semana, o presidente Lula acionou interlocutores para entender a meta do TCU ao pressionar o Banco Central em relação ao negócio sob investigação da PF e do Ministério Público Federal. A comunicação foi recebida pela corte com preocupação interna.
Ministros do TCU passaram mensagens internas lembrando que o Supremo ainda não confrontou o BC na empreitada, o que pode expor o tribunal a riscos de imagem e de processo, segundo relatos de assessores. A tensão envolve a avaliação de envío de sinais consistentes aos órgãos de fiscalização.
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