- Lewandowski comunicou a Lula que pretende deixar o governo ainda nesta primeira quinzena de janeiro; o presidente pediu que o auxiliar permaneça até encontrar um substituto, mas o ministro sinalizou cansaço e a vontade de encerrar a gestão.
- Com a saída, cresce a avaliação de recriar o Ministério da Segurança Pública, separando-o da pasta da Justiça; a PEC da Segurança, que ampliava o papel da União no combate ao crime, foi desidratada no Congresso, o que fez autoridades internas reverem a necessidade de esperar.
- O governo anunciou a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, em São Paulo, com empréstimo de 1,7 bilhão de reais do Novo Banco de Desenvolvimento; unidade ligada à USP terá, entre outros, 250 leitos de emergência e 350 de UTI.
- A Petrobras confirmou vazamento durante perfuração do bloco 59, na Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá; o fluido de perfuração, biodegradável e dentro de toxicidade permitida, foi liberado, e a operação foi suspensa.
- Na Suíça, incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, causou 40 mortes e 116 feridos; autoridades apontam velas próximas ao teto como causa e preparam proibição de artefatos pirotécnicos em espaços públicos da cidade.
O ministro Ricardo Lewandowski informou a Lula, ainda no fim do ano, a intenção de deixar o governo nas primeiras semanas de janeiro. O presidente pediu para que o auxiliar ficasse até encontrar um substituto. Lewandowski, porém, expressou cansaço e o desejo de encerrar a gestão. “Vou ser ministro dos meus netos”, tem dito a jornalistas.
A saída antecipada reacende a discussão sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública, separado da Justiça. Lula já cogitava essa mudança, mas aguardava a aprovação da PEC da Segurança. Com a PEC desidratada, auxiliares próximos avaliam que não faz mais sentido esperar.
A hipótese de criar o novo ministério ganhou força diante do cenário eleitoral e das preocupações com crime organizado. Lewandowski era entre os críticos à divisão do Ministério da Justiça. Sem ele, o optionista caminho pode ganhar tração entre auxiliares do Palácio do Planalto.
Hospital inteligente
O governo anunciou a construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil, em São Paulo. O investimento de 1,7 bilhão de reais vem de empréstimo do Novo Banco de Desenvolvimento. A unidade atenderá pacientes do SUS com medicina de alta precisão.
Vinculado à USP, o hospital terá seção de emergência com 250 leitos, 350 de UTI e 25 salas cirúrgicas. A tecnologia deverá apoiar diagnósticos com Inteligência Artificial. O objetivo é reduzir o tempo de atendimento em urgências.
Petrobras/ Primeiro incidente
A Petrobras confirmou vazamento durante a perfuração do bloco 59, na bacia da Foz do Amazonas, a 175 quilômetros da costa do Amapá. O incidente ocorreu no domingo 4 e as atividades no local foram suspensas desde então. Não houve vazamento de petróleo.
Segundo a estatal, o fluido de perfuração foi liberado e não representa risco à população ou ao ambiente. A Petrobras informou ter adotado medidas de contenção e notificou os órgãos competentes. O material é biodegradável e dentro dos limites de toxicidade permitidos.
Suíça/ Tragédia nos Alpes
40 turistas morreram e 116 ficaram feridos em um incêndio no bar Le Constellation, na estação de Crans-Montana. O episódio ocorreu na noite de Réveillon. O fogo teria começado com velas de faísca perto do teto de espuma acústica.
As investigações preliminares apontam sinalizadores presos a garrafas de champagne como possível origem. A prefeitura de Crans-Montana anunciou que proibirá artefatos pirotécnicos em ambientes internos na cidade. Não houve confirmações de vítimas adicionais.
No quintal chinês
O governo chinês baniu dois ministros de Taiwan por serem vistos como radicais pró-independência. Liu Shyh-fang e Cheng Ying-yao, do Interior e da Educação, foram proibidos de entrar na China continental, Macau e Hong Kong, bem como seus familiares.
A medida é interpretada como resposta às ações de Washington, que aprovou venda de peças militares para Taipé. Pequim classifica Taiwan como parte inseparável de seu território e endurece controles sobre quem representa a ilha.
Alemanha/ Extremismo ambiental
Um ataque incendiário a uma central termoelétrica em Berlim deixou dezenas de milhares sem energia. O ataque, no sábado, 3, interrompeu o fornecimento e afetou ferrovias e conectividade. O grupo extremista Grupo Vulcão reivindicou autoria, alegando protesto climático.
Autoridades investigam o caso como sabotagem e terrorismo. Os suspeitos podem responder por incêndio criminoso, organização criminosa e interrupção de serviços públicos.
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