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Heloísa, filha de Olavo de Carvalho, é encontrada morta em SP

Heloísa de Carvalho, filha de Olavo de Carvalho, é encontrada morta em Atibaia; crítica ao pai e rompimento em 2017

Heloisa de Carvalho Martin, filha de Olavo, foi encontrada morta no interior de SP
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  • Heloísa de Carvalho Martin, 57 anos, filha mais velha de Olavo de Carvalho, foi encontrada morta em sua casa em Atibaia, interior de São Paulo.
  • Ela rompeu relações com o pai em 2017, quando Olavo se tornou uma figura-chave do bolsonarismo, mantendo posição pública contrária ao pai.
  • Foi a única dos oito filhos excluída do testamento do pai, morto em 2022; havia operado uma mudança de pautas políticas, tornando-se de esquerda, lulista e ligada ao PSOL.
  • Autora do livro Meu Pai, o Guru do Presidente, a reportagem relata que a família descrevia episódios de abandono, violência familiar e uma vivência em uma comunidade islâmica liderada pelo pai.
  • Heloísa relatava ameaças e chegou a usar segurança armada, teve envolvimento com o PT no passado, e enfrentou dificuldades financeiras, chegando a trabalhar como faxineira em períodos.

Heloísa de Carvalho Martin, filha mais velha de Olavo de Carvalho, foi encontrada morta em sua residência em Atibaia, no interior de São Paulo. A Polícia Civil investiga o ocorrido, que ocorreu no contexto da família e de disputas prévias entre pai e filha.

Aos 57 anos, Heloísa era a única das oito crianças de Olavo excluída do testamento do pai, falecido em 2022. O rompimento entre eles ocorreu em 2017, quando Olavo se tornou referência do bolsonarismo. Ela se posicionou publicamente contra o pai e o movimento.

Crítica ao pai marrou boa parte de sua atuação pública. Heloísa se declarava de esquerda, lulista, ligada ao PSOL e contrária ao conservadorismo defendido por Olavo. Formada em direito, já foi filiada ao PT.

Publicou o livro Meu Pai, o Guru do Presidente, no qual relatou episódios de abandono intelectual e dificuldades na infância. A obra também descreve vivências em uma comunidade islâmica associada a Olavo e situações de violência familiar.

A ativista afirmou que, caso recebesse herança, a destinaria para quitar uma indenização a Caetano Veloso, vencedor de ação judicial contra o pai. Heloísa disse não ter interesse pessoal em bens, mas em resolver pendências judiciais.

Heloísa relatou isolamento familiar: não mantinha contato com a maioria dos irmãos, afirmando ter apenas proximidade com uma cunhada e uma sobrinha. Segundo ela, ataques vinham principalmente de apoiadores do pai e do bolsonarismo.

A morte ocorreu em Atibaia, local onde Heloísa morava. Ela relatava ter recebido ameaças e, por vezes, precisou usar segurança armada e colete à prova de balas. O caso permanece em apuração pelas autoridades locais.

Durante a pandemia de covid-19, Heloísa criticou o negacionismo defendido pelo pai e disse que a família não concordava com a visão dele sobre vacinas. Alega que Olavo morreu por complicações da doença, versão contestada por parte da família.

Heloísa deixa um filho. Ao longo da vida, trabalhou em várias áreas, inclusive prestando serviços de limpeza quando necessário, e enfrentou dificuldades financeiras em alguns momentos. A investigação segue para esclarecer as circunstâncias da morte.

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