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Chefe da Conferência de Segurança de Munique defende convite a partido alemão de direita

Chefe da Conferência de Segurança de Munique defende incluir especialistas da AfD, dizendo que não fará mal e nivelará o jogo político, apesar de a AfD ser classificada como extremista

U.S. Vice President JD Vance participates in a discussion moderated by Wolfgang Ischinger, chair of the Munich Security Conference, at a Munich Security Conference event in Washington, D.C., U.S., May 7, 2025. REUTERS/Kevin Lamarque/File Photo
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  • O head da Munich Security Conference, Wolfgang Ischinger, defendeu convidar dois ou três especialistas de política externa da AfD, classe apontada como extremista, para “nivelar o campo” entre os participantes.
  • Ischinger afirmou que a ampla base de apoio à AfD torna difícil explicar a foreign attendees por que não seria possível encontrar seus representantes na conferência.
  • Ele disse ser crítico à política externa da AfD, que se opõe ao apoio militar ocidental à Ucrânia, mas sugeriu que ouvir alguns discursos pode ser educativo.
  • A AfD vem buscando vínculos com o movimento Make America Great Again e representa desafio direto aos conservadores de Angela Merkel (merz) em eleições estaduais de 2026.
  • Na conferência do ano passado, o vice-presidente dos Estados Unidos, Ciro Vance, criticou líderes europeus por censura e imigração; Ischinger afirmou que o evento trata de questões transatlânticas difíceis e espera que Vance, se puder, explique as decisões de política externa dos EUA.

Wolfgang Ischinger, ex-diplomata e atual diretor da Munich Security Conference, defendeu a participação de dois ou três especialistas em política externa da AfD no encontro. A reunião não recebe representantes do partido há dois anos, mas ele disse que a presença não causaria danos e seria uma forma de nivelar o jogo.

Segundo Ischinger, o peso eleitoral recente da AfD complica explicar aos participantes estrangeiros por que seus representantes não podem comparecer. Em entrevista feita em Berlim, ele afirmou que a AfD é crítica em relação a certas linhas da política externa, incluindo o apoio ocidental à Ucrânia.

AfD na conferência

Ischinger informou que a participação de representantes da AfD serviria de grandeza educacional para alguns ouvintes, segundo ele. O objetivo seria permitir que os visitantes ouçam discursos que expliquem políticas atuais e futuras, especialmente no contexto transatlântico.

A AfD vem fortalecendo ligações com movimentos alinhados a posições de direita nos Estados Unidos, o que gera tensões com o governo alemão e pode influenciar eleições estaduais de 2026. A conferência foca em temas transatlânticos sensíveis e desafiadores.

Contexto internacional

A conferência de 2024 já havia gerado críticas públicas dos Estados Unidos, com representantes acusando líderes europeus de censura e de falha na gestão migratória. Tais declarações destacam a complexa relação entre Washington e diversos governos europeus, em meio a debates sobre defesa e gastos militares.

Ischinger também comentou sobre a possibilidade de a presença de líderes estrangeiros atrair debates acalorados. Embora não haja confirmação sobre a presença do diplomata JD Vance neste ano, o organizador ressaltou que o evento existe para tratar questões transatlânticas difíceis de modo aberto.

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