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Livros citados para reduzir pena de Bolsonaro tratam de racismo e ditadura

Defesa de Bolsonaro solicita inclusão no programa de remição de pena por leitura; lista contempla obras sobre racismo, ditadura e gênero

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília
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  • A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao STF a inclusão dele no programa de remição de pena pela leitura, com obras autorizadas pelo Distrito Federal.
  • A lista oficial reúne clássicos da literatura brasileira e títulos infantis/juvenis, de autores como Machado de Assis, Clarice Lispector e Monteiro Lobato.
  • Diversos livros tratam de racismo e identidade negra, como Quarto de Despejo, Na Minha Pele e Pequeno Manual Antirracista.
  • Também aparecem obras sobre o sistema prisional e o encarceramento, como Presos que Menstruam, Prisioneiras e Memórias do Cárcere.
  • Há títulos sobre a ditadura militar, autoritarismo, além de temas de gênero e violência contra mulheres, como O Conto da Aia.

O sucesso do pedido ocorreu no STF, onde a defesa de Jair Bolsonaro solicitou que o ex-presidente participe do programa de remição de pena pela leitura. Bolsonaro está detido em Brasília, e o objetivo é reduzir a pena por meio de obras autorizadas pelo Distrito Federal. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.

A defesa sustenta que a leitura de títulos cadastrados pode contribuir para a progressão de pena. A relação de livros está publicada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, sem que haja divulgação de links neste espaço.

A lista oficial reúne nomes consagrados da literatura brasileira. Autores clássicos como Machado de Assis, Ariano Suassuna, Mário de Andrade, Jorge Amado, Clarice Lispector e Graciliano Ramos integram o rol, ao lado de títulos infantis e juvenis como O Pequeno Príncipe e Meu Pé de Laranja Lima.

Entre as obras, destacam-se relatos sobre desigualdade e identidade negra, bem como experiências de pessoas negras. Títulos como Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, Na Minha Pele, de Lázaro Ramos, e Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro, constam da seleção.

Temas ligados ao sistema prisional aparecem com relatos e reportagens. Entre as obras estão Presos que Menstruam, de Nana Queiroz, Prisioneiras, de Drauzio Varella, e Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, este último sobre a prisão do autor durante a ditadura.

A leitura de obras sobre a ditadura militar também faz parte do conjunto. Além de Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, constam títulos como Diário de Fernando: Nos Cárceres da Ditadura Militar Brasileira, de Frei Betto, e 1968: O Ano que Não Terminou, de Zuenir Ventura, além de obras críticas ao autoritarismo.

Questões de gênero aparecem na lista com obras que discutem violência e desigualdade. Entre elas estão O Conto da Aia, de Margaret Atwood, e A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, de Svetlana Aleksiévitch, que reúnem relatos sobre mulheres em contextos de opressão e conflito.

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