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Presidente do Sindicato Médico do RS critica interferência de Moraes no CFM

Simers critica intervenção do Supremo Tribunal Federal no Conselho Federal de Medicina como inaceitável, ampliando debate sobre autonomia ética médica

Presidente do Sindicato Médico do RS, Marcelo Matias, afirma que decisão de Moraes é "precedente perigoso" e defende autonomia do CFM. (Foto: Johan de Carvalho/CMPA)
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  • O ministro Alexandre de Moraes anulou a sindicância do Conselho Federal de Medicina sobre o atendimento a Jair Bolsonaro na prisão e afirmou que a entidade não tem competência para agir sobre a Polícia Federal.
  • Moraes determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, seja ouvido pela PF em até 10 dias para esclarecer a conduta da entidade.
  • O presidente do Simers, Marcelo Marsillac Matias, classificou a decisão como “inaceitável” e afirmou que qualquer interferência do STF é problemática para a ética médica.
  • O CFM informou que jamais pretendia exercer competência correicional sobre a Polícia Federal e que o depoimento de Gallo não é mais necessário, diante dos esclarecimentos já prestados.
  • A medida ocorre após a queda de Bolsonaro na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília e a decisão do CFM de abrir sindicância para apurar o atendimento médico.

O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Marsillac Matias, classificou como inaceitável a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que anulou a sindicância do CFM sobre o atendimento médico a Jair Bolsonaro na prisão. Matias fez a manifestação em vídeo divulgado no Instagram.

A atuação do STF ocorreu após o CFM determinar a abertura de sindicância para apurar denúncias sobre o atendimento ao ex-presidente, na prisão em Brasília. Moraes suspendeu a medida, afirmando que a competência correicional não cabia à Polícia Federal.

O ministro também determinou que o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, seja ouvido pela PF em 10 dias para esclarecer a conduta da entidade. O Simers destacou que o CFM deve manter autonomia para investigar ética médica, sem interferência de instâncias externas.

Contexto e desdobramentos

Em nota, o CFM explicou que não pretendia exercer competência correicional sobre a PF e que o depoimento de Gallo não seria mais necessário diante dos esclarecimentos já prestados. A atuação do STF gerou debate sobre limites entre órgãos reguladores e o poder judiciário.

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