- Ministros do TCU defendem distância do caso Master e recomendam que o plenário não aprove uma inspeção técnica no Banco Central.
- Novas revelações sobre influenciadores contratados para atacar o BC reforçam a ideia de operação para proteger o Master e descredibilizar a liquidação.
- Investigadores apontam que fraudes podem beneficiar quem é acusado, levando a questionamentos sobre o foco da atuação do TCU.
- Críticas à ação do TCU geraram recuo do tribunal e a marcação de reunião entre o presidente Vital do Rêgo e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
- Há preocupação com o poder do TCU de interferir na liquidação e com um possível rombo de R$ 4 bilhões ao BRB e aos clientes da instituição liquidada.
O Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) teme ampliar a controvérsia envolvendo o caso Master. Ministros avaliam que o tribunal entrou de forma inadequada no tema, passando a imagem de foco excessivo na liquidação do banco do que nas fraudes que podem atingir o Banco Central (BC) e aposentados e pensionistas de fundos de pensão. A informação foi apurada por um blog que ouviu ministros após o recesso.
A polêmica envolve investigações em torno de influenciadores contratados para atacar o BC, o que reforça a percepção de uma operação para proteger o Master e descredibilizar a liquidação. Investigadores apontam que a ofensiva pode ter caracterizado uma atuação criminosa para beneficiar quem é acusado de fraudes bancárias.
Segundo relatos, o caso começou com dois episódios isolados, mas ganhou contornos de operação coordenada contra a Febraban e o BC, aumentando a pressão sobre o TCU. A condução atual do tema preocupa técnicos e integrantes do plenário, que veem riscos reputacionais e legais.
Posição do TCU
Diante dessas informações, o TCU discute manter distância da inspeção técnica sobre a liquidação do Master. A ideia é evitar converter o tema em linha de ataque político e reduzir a exposição do tribunal a novos desdobramentos negativos.
A direção do TCU informou que deve ocorrer reunião entre o presidente Vital do Rêgo e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para alinhar posições. A discussão ocorre em meio a críticas internas ao uso do tribunal como instrumento de apuração de operações privadas.
Analistas destacam que a disputa envolve, ainda, possíveis impactos financeiros. O risco é de um rombo dezenas de bilhões? não confirmado pela apuração, atingindo o BRB e clientes da instituição liquidada. O foco, apontam técnicos, deve permanecer na apuração de fraudes e irregularidades.
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