- O presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, reuniu-se com o chefe do Banco Central, Gabriel Galípolo, em sessão ampliada com auditores.
- Vital disse que é preciso preservar a autonomia do BC, mas buscar uma saída honrosa para o TCU diante do desgaste causado pelo escrutínio sobre o senador Jhonatan de Jesus.
- Jhonatan de Jesus reclamou de ataques pessoais e afirmou ter formação em administração, além de medicina.
- O Banco Central afirmou que não se considera inauditável e que a equipe AudiBancos apresentará relatórios ao TCU sobre as fraudes que levaram à intervenção no Banco Master, mantendo sigilos.
- A expectativa é encerrar o caso em fevereiro, com decisão majoritária para afastar questionamentos ao trabalho do BC; a assessoria de Jhonatan destacou tom institucional do encontro.
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, reuniu-se a portas fechadas com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, antes de ampliar uma reunião com auditores do tribunal. O objetivo era conversar sobre a autonomia do BC e buscar uma saída honrosa para o TCU diante de críticas durante a atuação da corte.
Vital afirmou, em resumo, que é preciso preservar a autonomia do BC, mas também oferecer uma saída para o TCU diante do desgaste provocado por ataques recentes a um de seus ministros. Quem relatou o encontro revelou que a ideia é encerrar o tema rapidamente, sem abrir espaço para novas contestações.
Na sequência, a reunião foi ampliada para incluir o ministro Jhonatan de Jesus, alvo das críticas dentro do TCU. Ele deixou claro o desconforto com ataques pessoais que, segundo ele, afetam sua atuação na corte. Jhonatan também afirmou ter formação em administração, contestando a defesa de que seria formada apenas em medicina.
Avanço do protocolo e próximos passos
O BC informou que não se considera inauditável e que está aberto a cooperação com a equipe do AudiBancos, desde que não haja violação de sigilos. Vital propôs a definição de um procedimento para formalizar o encaminhamento dos fatos.
Segundo o roteiro atual, o BC deverá enviar relatórios ao corpo técnico do TCU, que analisará as evidências de fraudes que levaram à intervenção e à liquidação do Banco Master. A ideia é que a avaliação valide o trabalho do BC e propicie aperfeiçoamentos na fiscalização de instituições financeiras.
O TCU planeja encerrar o tema ainda em fevereiro, com decisão majoritária, possivelmente unânime, para sepultar qualquer questionamento em relação ao BC. A assessoria de Jhonatan ressaltou que a reunião ocorreu em tom cooperativo e com alinhamento sobre competências e sigilos, mantendo o devido processo legal.
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