- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã de hoje ligados ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), incluindo o edifício Mansão Wildberger, um empreendimento de alto luxo em Salvador.
- Mendonça Júnior é representante legal da incorporadora responsável pela obra, a MRM Construtora e Incorporadora, fundada em 1980 pelo pai do parlamentar.
- O condomínio tem quarenta apartamentos e é anunciado com unidades de até R$ 65 milhões, além de píer, quadra poliesportiva e piscinas; o empreendimento fica próximo à Igreja Nossa Senhora da Vitória.
- A investigação apura desvio de emendas parlamentares em municípios baianos; há indícios de uso do secretário parlamentar para negociar pagamentos de propina, supostamente em dinheiro vivo.
- O deputado nega as acusações, afirmou ter ficado surpreso com a operação e ressaltou que jamais negociou emendas ou indicou empresas.
A Polícia Federal cumpriu nesta manhã nove mandados de busca e apreensão vinculados ao deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). Os mandados foram autorizados pelo STF e atingiram endereços na Bahia e no Distrito Federal, incluindo o edifício Mansão Wildberger, em Salvador.
Mendonça Júnior atua como representante legal da MRM Construtora e Incorporadora, a empresa responsável pela construção do Mansão Wildberger. A sociedade tem como sócios parentes do deputado, entre eles o filho Rafael Passos de Mendonça, a irmã Cristiana Mendonça Mathias e a sobrinha Natassia de Mendonça Sarti.
O Mansão Wildberger, localizado em Salvador, oferece 40 apartamentos de alto padrão, píer privativo e acesso direto ao mar, com imóveis que variam de 460 a quase 1.000 m². Entre as opções está uma unidade anunciada por 65 milhões de reais.
A ação envolve ainda uma disputa judicial antiga que chegou ao STF. Em 2007, o Iphan e o MPF questionaram a demolição de uma Mansão para a construção do prédio, o que resultou em acusações contra Mendonça Júnior e outros, dos quais ele foi absolvido em 2013.
Segundo a PF, há indícios de uso de um secretário parlamentar para facilitar pagamentos de propina ligados a contratos na área de engenharia e limpeza. Um dos citados como operador do esquema foi Evandro Baldino do Nascimento, señalado como participante do suposto grupo criminoso Overclean.
O deputado nega as acusações, afirma ter sido surpreendido pela operação e sustenta que não negociou emendas, nem indicou empresas ou exerceu função de ordenador de despesas. Mendonça Júnior assegura atuação pautada pela legalidade e pela transparência.
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