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STF discute uso de redes sociais por juízes antes do código de ética

STF pauta julgamento sobre normas do CNJ que disciplinam uso de redes sociais por magistrados, antes da criação de código de ética

Estátua da Justiça, em frente ao prédio do STF, em Brasília
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  • O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pautou na primeira sessão plenária do ano, marcada para quatro de fevereiro, o julgamento de ação contra regras do Conselho Nacional de Justiça sobre uso de redes sociais por magistrados.
  • O Conselho Nacional de Justiça recomenda que juízes evitem opiniões que prejudiquem a imagem de independência do Judiciário, bem como autopromoção ou superexposição.
  • Também proíbe emitir opinião que demonstre atuação em atividade político-partidária e manifestar posição sobre processo pendente; associações de magistrados afirmam que as normas violam a liberdade de expressão.
  • As regras alcançam toda a magistratura, exceto os ministros do STF, e Fachin pretende discutir a criação de um código de ética, que enfrenta resistências internas.
  • Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora Thaís Cíntia Cárnio afirma que não se trata de proibir manifestações, mas de estabelecer parâmetros, destacando que juízes precisam demonstrar atuação por meio de atitudes.

O STF discute o uso de redes sociais por juízes ao tratar de normas do CNJ. Edson Fachin convocou a primeira sessão plenária do ano para julgar ação contra regras de 2019 que disciplinam o tema. A pauta está marcada para 4 de fevereiro, em Brasília.

A ação contesta regras que aconselham evitar manifestações que prejudiquem a imagem da independência do Judiciário e não busquem autopromoção. Também proíbe opiniões sobre processos em julgamento.

Segundo a resolução, juízes não devem emitir opinião que demonstre atuação político-partidária. O CNJ aponta que as normas valem para toda a magistratura, exceto para os ministros do STF.

As associações de magistrados afirmam que as normas ferem a liberdade de expressão, segundo relatos de especialistas. Fachin quer aprofundar debates para a elaboração de um código de ética para o grupo.

Thaís Cíntia Cárnio, professora da Mackenzie, indica que certas atitudes lançam sombra sobre a atuação de juízes. Ela defende parâmetros claros, sem censura, para fortalecer a percepção de imparcialidade.

A discussão envolve a relação entre transparência, responsabilidade profissional e liberdade de expressão no Judiciário. A posição do STF poderá influenciar regras futuras para magistrados.

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