- Senadores da oposição apresentaram pedido de impeachment contra o ministro do STF, Dias Toffoli, por suposto crime de responsabilidade, alegando violação de imparcialidade no caso relacionado ao Banco Master.
- Assinam o pedido Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves.
- A defesa sustenta que relações extraprocessuais e vínculos indiretos de familiares do ministro com o Master configurariam conflito de interesses. Toffoli atua como relator do caso.
- Reportagem da Folha de S. Paulo apontou que duas empresas ligadas a irmãos e a um primo de Toffoli teriam como sócio um dos fundos de investimentos associados a suspeitas de fraudes no Master.
- Nesta quarta-feira, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero; Toffoli autorizou diligências urgentes pela PF com prazo de trinta dias e criticou a demora da instituição na condução das investigações.
Oposição apresenta pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli do STF, sob a alegação de crime de responsabilidade ligado a suposto conflito de interesses. Assinam a iniciativa os senadores Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves. A denúncia sustenta que relações envolvendo familiares do ministro com o caso Banco Master comprometeriam a imparcialidade.
Os senadores afirmam que o conjunto de episódios pode abalar a credibilidade do Supremo e requer apuração pelo Senado, órgão competente para processar ministros em casos de crime de responsabilidade. Toffoli é o relator do caso no STF, o que intensificaria o foco da denúncia.
No fim de semana, o jornal Folha de S”Paulo revelou que duas empresas ligadas a irmãos e a um primo de Toffoli teriam participação em fundos de investimentos associados a suspeitas de fraude no Banco Master. A informação levou os parlamentares a defenderem a necessidade de investigação.
As investigações relacionadas à Operação Compliance Zero tramitavam na 10ª Vara Federal de Brasília. A defesa do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acionou o STF para que o processo fosse analisado pela Corte por envolver pessoa com foro privilegiado.
Toffoli decretou sigilo elevado no início de dezembro durante a tramitação dos autos. Em 15 de dezembro, o ministro autorizou diligências urgentes pela Polícia Federal, com prazo de 30 dias para cumprir as medidas.
Nesta quarta-feira (14), a PF deflagrou a segunda fase da operação. Toffoli criticou publicamente a demora da PF em atender às ordens e afirmou que eventuais falhas na apuração seriam de responsabilidade exclusiva da autoridade policial.
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