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Hacker Walter Delgatti volta ao presídio de Tremembé para cumprir semiaberto

Walter Delgatti retorna a Tremembé para cumprir regime semiaberto, após autorização de Moraes; transferência ocorreu nesta quarta

Imagem de arquivo - Delgatti na CPI dos Atos Golpistas — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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  • Walter Delgatti Neto retornou à Penitenciária II de Tremembé, no interior paulista, para cumprir regime semiaberto.
  • Ele havia sido transferido, em dezembro, para a Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba.
  • A entrada na P2 de Tremembé ocorreu nesta quarta-feira, 14, conforme a Secretaria de Administração Penitenciária.
  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou que ele cumpra a pena em semiaberto na segunda-feira, 12 de janeiro.
  • Delgatti foi condenado pela invasão ao Conselho Nacional de Justiça, com pena de oito anos e três meses, envolvendo também a ex-deputada Carla Zambelli.

Walter Delgatti Neto voltou a cumprir pena no interior de São Paulo, desta vez no regime semiaberto na Penitenciária II de Tremembé. A transferência ocorreu nesta quarta-feira (14), após passagem pela Penitência 2 de Potim no fim de 2025. A SAP confirmou a entrada dele na unidade tremembeense.

O hacker já havia estado em Tremembé, chegou à P2 em fevereiro do ano passado e, em dezembro, foi transferido para Potim, ainda em regime fechado. Com a decisão de Moraes, o cumprimento passou a ocorrer em semiaberto. Delgatti foi condenado no âmbito da Operação Spoofing.

A defesa de Delgatti foi procurada pelo g1 para comentar a mudança de unidade, mas ainda não houve retorno. A decisão de progredir para o semiaberto foi anunciada pelo STF na segunda-feira, após análise de recursos.

Contexto da invasão do CNJ

Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses pela invasão ao CNJ, com inserção de documentos falsos que teriam como objetivo abalar a credibilidade do Judiciário. Carla Zambelli também foi condenada no mesmo caso, recebendo 10 anos de prisão e perda de mandato.

Antes disso, o hacker já respondia em primeira instância a uma pena de 20 anos ligada à invasão de autoridades na Operação Lava Jato. O processo referente à Spoofing tramita na Justiça Federal e envolve recursos pendentes na segunda instância em Brasília.

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