- A Independent Office for Police Conduct avalia usar poderes legais para colocar o chefe da polícia de West Midlands, Craig Guildford, sob investigação, após um relatório contundente sobre a proibição de torcedores israelenses em uma partida em Birmingham.
- O relatório de Sir Andy Cooke afirmou que a força usou informações “exageradas” para justificar a proibição e houve declarações “engañosas” pela instituição.
- O Home Secretary declarou ter perdido a confiança em Guildford, enquanto o chefe mantém o cargo 24 horas após a divulgação do relatório.
- O PCC da região, Simon Foster, pode abrir processo de remoção, seguindo trâmites legais, caso decida que Guildford deve sair.
- O IOPC ressaltou que pode chamar à investigação independente caso haja evidência suficiente e mencionou que ainda aguarda encaminhamentos formais de autoridades competentes.
O CIO West Midlands pode enfrentar apuração por parte do órgão regulador de polícia. A Independent Office for Police Conduct (IOPC) analisa a possibilidade de usar poderes legais especiais para investigar o chefe de polícia Craig Guildford, após o relatório oficial devastador sobre a proibição de torcedores israelenses de um jogo em Birmingham no ano passado. A medida ocorre mesmo com Guildford no cargo, 24 horas após a divulgação do documento.
O relatório aponta que a força usou informações “exageradas” para justificar a proibição do Maccabi Tel Aviv. Guildford manteve a decisão diante de membros do Parlamento, com o documento descrevendo declarações como enganosas. A IOPC considera se houve violação de padrões de honestidade e integridade que justifiquem apuração disciplinar.
A chamada de confiança pública se intensificou depois que o Home Secretary indicou perda de confiança no chefe. A informação de que Guildford pode ser levado a responder perante instâncias independentes aumenta a pressão por uma definição de sua permanência no cargo.
Investigação em avaliação
A IOPC informou que analisa o parecer do HM Inspectorate of Constabulary, Fire and Rescue Services (HMICFRS) e demais evidências para decidir se abre uma investigação independente. A organização já contatou o West Midlands Police e o Police and Crime Commissioner, sem encaminhamentos formais até o momento.
Segundo fontes, o PCC da região, Simon Foster, ainda não confirmou posição sobre afastamento imediato. Foster tende a aguardar a nova avaliação pública de Guildford, prevista para 27 de janeiro, além de um relatório adicional do Cooke e de comitês parlamentares.
Reação política
Alguns comissários de polícia defenderam responsabilização. Lisa Townsend, PCC de Surrey, afirmou que o líder policial deve ser responsabilizado se admitiu mentir aos MPs. O governo também manteve pressão, com a secretária de Cultura, Lisa Nandy, e o ministro da Saúde, Wes Streeting, cobrando esclarecimentos e saída do cargo caso se confirme a omissão pública de informações.
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