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Cidade vota pela proibição de mesquita e centro islâmico

Vereadores de Broken Arrow rejeitam rezoneamento para mesquita e centro islâmico, citando uso do solo e infraestrutura após audiência com mais de mil participantes

Cidade vota e proíbe construção de mesquita e centro islâmico
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  • Vereadores de Broken Arrow rejeitaram, por 4 a 1, o pedido de rezoneamento de um terreno de 15 acres para permitir a construção de um centro islâmico e de uma mesquita, com área total de cerca de 60 mil metros quadrados.
  • O terreno fica próximo à South Olive Avenue, em subúrbio de Tulsa, e foi adquirido em 2014 pelo North American Islamic Trust, ligado à Sociedade Islâmica de Tulsa.
  • A votação ocorreu em reunião especial, com mais de 400 moradores participando para falar sobre o projeto, que também incluía serviços comunitários, como banco de alimentos e clínica médica gratuita.
  • Defensores do projeto destacaram a liberdade religiosa e a necessidade de mais espaço de culto na região, enquanto críticos citaram questões de tráfego, drenagem e infraestrutura.
  • Autoridades destacaram que a decisão se baseou em planejamento do uso do solo e na capacidade da infraestrutura, não em critérios religiosos; o debate ocorreu após a aprovação da proposta pela Comissão de Planejamento em 18 de dezembro.

O Conselho Municipal de Broken Arrow, em Oklahoma, rejeitou o plano de construção de um centro islâmico e mesquita em um terreno de 15 acres. A decisão ocorreu em uma reunião especial, na segunda-feira, que reuniu mais de 1.000 pessoas e durou quase quatro horas.

O pedido de rezoneamento visava transformar o terreno, próximo à South Olive Avenue, de agrícola para uso comercial geral, permitindo a edificação de um espaço de culto, banco de alimentos e clínica médica gratuita. O terreno foi adquirido em 2014 pelo North American Islamic Trust, ligado à Sociedade Islâmica de Tulsa.

Mais de 400 moradores falaram durante a sessão pública. Defensores apontaram liberdade religiosa, integração comunitária e a necessidade de aliviar a demanda por espaços de culto na região de Tulsa. Destacaram que até 10 mil muçulmanos residem na área e que o novo espaço reduziria a pressão nas mesas atuais.

Moradores contrários levantaram preocupações com tráfego, drenagem de águas pluviais, riscos de enchentes, estacionamento e infraestrutura. Conselheiros repetiram essas questões ao justificar o voto pela rejeição.

O Partido Democrata do Condado de Tulsa divulgou nota crítica à condução do debate, alegando que a oposição ligou preocupações à religião dos requerentes. A mensagem citou episódios na audiência envolvendo pronunciamentos de nomes islâmicos de forma desrespeitosa.

Autoridades municipais destacaram que a decisão se baseou em planejamento do uso do solo, capacidade de infraestrutura e aderência ao Plano Diretor, não em questões religiosas. A senadora estadual Christi Gillespie elogiou o voto pela preservação do planejamento urbano.

A votação ocorreu quase um mês após a Comissão de Planejamento aprovar o projeto, em 18 de dezembro. O comissário Jason Coan mencionou direitos de propriedade e a necessidade de cumprir critérios municipais para justificar o uso do terreno.

Durante o debate, moradores expressaram tensões culturais e sociais. Um interessado citou preocupações com a influência que o projeto poderia ter na educação de jovens, enquanto apoiadores afirmaram que os muçulmanos já integram a comunidade como professores, médicos e empresários.

Registros municipais indicam que o NAIT detém o terreno desde 2014. O NAIT é uma instituição fundada em 1973 e atua com títulos de propriedades em mais de 40 estados, segundo informações da organização.

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