- A segunda fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mira fraudes do Banco Master e acelerou a coleta de assinaturas para criar uma CPI na Câmara dos Deputados, com Rodrigo Rollemberg afirmando ter mais de 171 adesões.
- Na quarta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueou 5,7 bilhões de reais em bens de parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, investigando ainda outras fraudes além da venda de carteiras de crédito falsas ao Banco BRB por 12 bilhões.
- Rollemberg disse à Folha de S. Paulo que o caso ganhou dimensão nacional ao envolver STF, Banco Central, TCU e PF, levando a questionamentos sobre a condução das investigações.
- Um episódio envolve negociação entre Banco Master e BRB para venda do Master ao banco estatal, operação defendida pelo governador Ibaneis Rocha e anulada pelo Banco Central.
- A BRB informou possível recurso ao governo do Distrito Federal para cobrir prejuízos; Rollemberg disse que custos não devem recair sobre o contribuinte e que os responsáveis devem responder pelos danos.
O que aconteceu: a segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta semana, envolve fraudes do Banco Master e acelerou a coleta de assinaturas para a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados. O autor do requerimento afirma ter atingido o número mínimo de adesões, 171, já suficiente para abrir a comissão.
Quem está envolvido: o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) coordena a iniciativa. A operação também mira parentes e aliados do banqueiro Daniel Vorcaro, com mandados de busca e apreensão e bloqueio de 5,7 bilhões de reais em bens. Além disso, há investigação de outras fraudes bancárias associadas à venda de carteiras de crédito falsas ao BRB.
Quando e onde ocorreu: a atuação da PF foi cumprida nesta semana, com ações concentradas em Brasília e interlocuções federais. A movimentação ocorre após a primeira fase, no ano passado, que revelou venda de carteiras de crédito ao BRB por 12 bilhões de reais.
Por que isso importa: Rollemberg sustenta que o escândalo ganhou dimensão nacional ao envolver órgãos como STF, Banco Central e TCU, citados ao longo do caso. O parlamentar afirma que a condução das investigações passou a ser questionada pela gravidade das suspeitas.
Desdobramentos recentes
Um episódio recente envolve o STF, onde o ministro Dias Toffoli decidiu que as provas fiquem sob a responsabilidade da PGR, com acesso restrito a peritos indicados pelo tribunal, o que, na visão de Rollemberg, aponta para limitações na investigação.
Para o deputado, o ponto mais grave é a suposta negociação entre o Banco Master e o BRB, defendida pelo governador Ibaneis Rocha, que acabou anulada pelo Banco Central. A atuação do governo local é vista como relevante para esclarecer o caso.
Nesta semana, o BRB indicou a possibilidade de recorrer ao governo do Distrito Federal caso haja prejuízos com a compra de carteiras de crédito. Rollemberg criticou a ideia de usar recursos públicos para cobrir perdas, dizendo que isso lesaria a população.
Rollemberg afirma que os responsáveis pelo que chamou de rombo devem responder pelos danos, sem repassar custos ao contribuinte. O foco permanece em apurar responsabilidades e buscar transparência nas apurações.
Entre na conversa da comunidade