- O ministro Dias Toffoli prorroga por mais sessenta dias as investigações sobre a venda do Banco Master pelo BRB, atendendo a pedido da Polícia Federal.
- O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal em dezembro de dois mil e vinte e cinco, quando Toffoli decidiu pela tramitação na Corte; anteriormente tramitava na Justiça Federal de Brasília.
- A Polícia Federal afirma que o Master emitiu Certificados de Depósito Bancário com promessa de retorno até quarenta por cento acima da taxa básica, rendimento considerado irreal, e que o esquema pode ter movimentado doze bilhões de reais.
- Em março, o BRB chegou a fechar acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central; o banqueiro Vorcaro foi preso em novembro e solto dias depois.
- A PF realizou operação para aprofundar as investigações sobre fraudes envolvendo o Master, com indícios de que o grupo explorou vulnerabilidades do mercado de capitais para cometer crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O ministro Dias Toffoli, do STF, prorrogou por 60 dias as investigações sobre a venda do Banco Master pelo BRB. A decisão ocorreu após pedido formal da Polícia Federal.
A PF sustenta que o Master emissou CDBs com promessa de retorno de até 40% acima da taxa básica, mas que o rendimento real não se confirmou. A apuração aponta risco de movimentação de até 12 bilhões de reais.
A investigação envolve dirigentes do BRB e apura indícios de fraude vinculados ao grupo Master. Em março, o BRB tentou comprar o Master, mas o negócio foi impedido pelo Banco Central. Vorcaro foi preso em novembro e depois solto.
Desdobramentos da apuração
A PF realizou diligências para aprofundar fraudes ligadas a operações no mercado de capitais. Indícios indicam uso de fundos de investimento, vínculos familiares ou societários para estruturar o esquema.
Segundo a PF, há evidências de organização criminosa, gestão fraudulenta, induzimento de investidores, uso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro. As apurações apontam operações com ativos de baixa liquidez.
O grupo investigado teria utilizado transações entre partes relacionadas sob controle de indivíduos com ligações ao Master. Aos investigadores, aparecem laranjas e sócios ocultos em estruturas de fluxo financeiro.
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