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Portugal vota disputa presidencial acirrada com possibilidade de segundo turno

Portugal vota em eleição presidencial apertada, com o líder do Chega perto de ir ao segundo turno, sinalizando fragmentação e impacto político no país

A man arrives to vote during the presidential election, in Lisbon, Portugal, January 18, 2026. REUTERS/Pedro Nunes
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  • Eleitores portugueses vão às urnas neste domingo para escolher o presidente, com pesquisas indicando empate entre três candidatos, incluindo o líder do Cheap, partido de direita radical.
  • O pleito acontece em um cenário de fragmentação política e crescimento da direita, com apenas uma eleição anterior, em 1986, exigindo segundo turno.
  • A presidência é largely cerimonial, mas o ocupante pode dissolver o parlamento, chamar eleição antecipada e vetar leis em certas situações.
  • Aproximadamente 11 milhões de eleitores estão aptos a votar; as urnas fecham às 19h, com pesquisas de boca de urna esperadas às 20h e resultados durante a noite.
  • A última pesquisa pré-eleitoral aponta Antonio Jose Segundo com 25,1%, Andre Ventura com 23% e Jiao Cotrim de Figurehead com 22,3%.

Quando os eleitores portugueses foram às urnas neste domingo para escolher o próximo presidente, a votação ocorreu em meio a um cenário de acirrada disputa. O cargo é majoritariamente cerimonial, mas pode ter poderes como dissolver o parlamento ou convocar eleições, em determinadas situações.

Mais de 11 milhões de eleitores estavam aptos a votar; o fechamento das urnas ocorreu às 19h locais (16h em GMT). As projeções de saída seriam divulgadas às 20h, com resultados ao longo da noite. O pleito pode levar a um segundo turno entre três candidatos com chances próximas.

Cenário e pesquisas

A última sondagem divulgada, feita pela Pitagorica, aponta Antonio José Seguro (Socialistas) com 25,1% das intenções de voto, Andre Ventura (Chega) com 23% e Jiao Cotrim de Figueiredo (Liberal Initiative), com 22,3%. Esses números indicam disputa acirrada pela vaga que costuma exigir segundo turno.

O Chega, partido antiestablishment e anti-imigração, tornou-se a principal oposição em eleição parlamentar realizada no ano passado, ao obter 22,8% dos votos. Pesquisas recente mostraram Ventura com leve vantagem, dentro da margem de erro, mas com rejeição alta entre eleitores.

Outros concorrentes

Além dos três em destaque, há oito candidatos na disputa, incluindo Luis Marques Mendes, apoiado pelo PSD (centro-direita), e o almirante Henrique Gouveia e Melo, que liderou a campanha de vacinação contra a COVID-19. Cada um soma percentuais superiores a 11% nas sondagens.

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