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PT avalia lançar André Ceciliano como candidato a governo do RJ

PT avalia Ceciliano como governador-tampão no RJ se Castro sair para o Senado; governo indireto pela Alerj pode redefinir palanque de Lula diante de Paes

Governador do Rio, Claudio Castro, e André Ceciliano — Foto: Divulgação
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  • O PT avalia lançar André Ceciliano, atual secretário de Assuntos Parlamentares do governo, como governador-tampão do Rio de Janeiro caso Cláudio Castro deixe o cargo para concorrer ao Senado.
  • A eleição indireta seria organizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se Castro renunciar, considerando a necessidade de definir o novo chefe do Executivo estadual.
  • A linha de sucessão envolve três etapas: o vice-governador Thiago Pampolha, que agora atua no Tribunal de Contas do Estado; o presidente da Alerj, que está afastado; e, em seguida, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que convocaria a eleição indireta.
  • O objetivo do PT é manter o controle da máquina estadual para sustentar a campanha de Lula e exercer pressão sobre Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro.
  • Paes acompanha os movimentos sem se posicionar; Castro defende Nicola Miccione como governador-tampão, mas Miccione não concorreria à reeleição, enquanto Douglas Ruas pode tentar o governo, o que complicaria as alianças políticas na disputa.

O PT avalia lançar o deputado André Ceciliano como governador-tampão do Rio de Janeiro caso o governador Cláudio Castro (PL) renuncie para concorrer ao Senado em outubro. A eleição seria indireta, realizada pela ALERJ, conforme escopo legal estadual.

A análise ocorre a pouco mais de dois meses do prazo de renúncia. Castro pode sair do cargo para concorrer, abrindo espaço para a escolha indireta do novo governador pelo Legislativo.

A tríade de fatores que justificam a escalada é: o RJ não tem vice, desde a posse de Thiago Pampolha no TCE; o presidente da ALERJ está afastado; e o próximo da linha de sucessão é o presidente do TJ, Ricardo Couto, que convocaria a eleição indireta.

Cenário atual e possíveis candidaturas

O PT já discute Ceciliano, ex-presidente da ALERJ (2019-2023), como opção para manter influência sobre a Assembleia até 2027. A sigla vê nesse movimento uma maneira de assegurar apoio ao Lula nas urnas e pressionar Eduardo Paes.

Paes, hoje pré-candidato ao governo, monitora o desenrolar. A ideia é evitar que o palanque para Lula dependa de alianças com forças bolsonaristas no interior do estado. A posição de Paes ainda não foi definida.

Entre os nomes citados, o governo sustenta que Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, poderia ocupar o posto tampão sem visar a reeleição. Já Douglas Ruas, secretário das Cidades, prevê candidatura em outubro caso seja eleito indiretamente.

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