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Márcio França aguarda Lula para definir próximos passos políticos

Márcio França mira São Paulo e mantém Alckmin na vice, enquanto debates sobre nomes como Tebet e Haddad seguem em aberto

O presidente Lula (PT). Foto: Evaristo Sá/AFP
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  • França afirma que Geraldo Alckmin deve permanecer como vice na chapa de Lula e disputa o governo de São Paulo.
  • Haddad não pretende se candidatar; Simone Tebet surge como alternativa, mas precisaria transferir domicílio para São Paulo e se filiar a um partido da base lulista.
  • França vai deixar o ministério até abril para cumprir desincompatibilização; o PSB quer manter Alckmin na chapa.
  • Na pesquisa Real Time Big Data de dezembro, França aparece com 15% das intenções de voto, atrás de Tarcísio (50%), com Tebet e Erika Hilton próximos.
  • Em 2022, São Paulo foi decisivo para a eleição nacional, com Lula recebendo cerca de 11,5 milhões de votos no estado; o palanque paulista é visto como essencial.

Márcio França está otimista sobre a escolha de Geraldo Alckmin como vice na chapa de Lula, mantendo a convicção de que o ex-governador de São Paulo deve integrar aaliança. França é ministro e vê a permanência de Alckmin como essencial para a reeleição de Lula.

A definição sobre o candidato ao governo de São Paulo segue em aberto. França já sinalizou que pode representar Lula no Bandeirante, repetindo a ideia de disputar o governo paulista após ter sido derrotado para João Doria em 2018. O cenário envolve vários nomes do campo aliado ao presidente.

Entre as possibilidades, Haddad é apontado como opção natural, mesmo sem confirmação de candidatura. Análises internas indicam que ele poderia preferir o Senado, abrindo espaço para outras alternativas no palanque de Lula. O PSB já formalizou o convite a Simone Tebet.

Candidatura de Simone Tebet

Para que Tebet aceite, seria necessário mudar seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul, deixar o MDB e filiar-se a uma legenda da base lulista. A transferência de estado e a filiação dependem de acordo com o presidente. França afirma que a decisão final é de Lula.

França também comentou que está de saída do ministério até abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido para quem pretende disputar as eleições. O ministro não descarta a possibilidade de liderar o governo paulista caso seja escolhido pelo conjunto da base.

Escopo e prioridades

A prioridade do PSB, segundo França, é manter Alckmin na vice com o objetivo de sustentar a coalização nacional. A liderança de Alckmin na chapa é vista como estratégica para consolidar a bancada e ampliar a presença do partido no Congresso.

Nos bastidores, auxiliares do governo entendem que Haddad pode migrar para o Senado caso opte pela candidatura presidencial, abrindo espaço para eventual apoio a nomes como França ou Tebet. A discussão envolve também o peso regional de cada nome em São Paulo.

Desafios eleitorais em São Paulo

A corrida no maior colégio eleitoral do Brasil é complexa. Em 2022, Lula conseguiu votos expressivos no estado, mas sofreu derrota na disputa para governador. A construção do palanque paulista é vista como decisiva para o conjunto da estratégia nacional.

Pesquisas internas devem nortear as decisões futuras de Lula sobre o timing e os nomes do palanque em São Paulo. A influência do agronegócio e o peso de Tebet foram citados como fatores que podem influenciar a escolha do ministro para compor a chapa.

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