- Tayayá Aqua Resort, resort de alto padrão, fica em Ribeirão Claro, Paraná, às margens da represa de Chavantes, com marina, áreas de lazer e centro gastronômico.
- Entre 2021 e 2025, o controle do resort saiu dos irmãos Toffoli e do primo Mario Degani e passou ao advogado Paulo Humberto Barbosa (inicialmente ligado à JBS).
- Barbosa comprou a participação da empresa dos Toffoli em fevereiro de 2025, em operação estimada em R$ 3,5 milhões; Degani deixou o negócio em setembro de 2025.
- Toffoli não tem participação direta no resort, mas frequenta o local; ele é relator de inquérito no STF sobre supostas fraudes no Banco Master, envolvendo Daniel Vorcaro.
- Investigações apontam que o fundo Arleen, ligado a Vorcaro, integrava a estrutura para inflar patrimônios por meio de empréstimos simulados e aplicações cruzadas, com recursos do Banco Master; Arleen foi liquidado em dezembro de 2025.
O Tayayá Aqua Resort, resort de alto padrão no interior do Paraná, passou a figura de elo entre um fundo associado a Daniel Vorcaro, parentes do ministro Dias Toffoli e um advogado que atua para a JBS. Localizado às margens da represa de Chavantes, em Ribeirão Claro, ele integra um conjunto de negócios sob investigação por uso de estruturas financeiras para movimentação e ocultação de recursos.
O empreendimento oferece hospedagem, marina e áreas de lazer ao longo da represa, com apartamentos, flats e casas. Conta ainda com piscinas climatizadas, áreas esportivas, centro gastronômico interno e espaços para público familiar. A infraestrutura inclui restaurante, pizzaria, choperia, temakeria, hamburgueria e bares distribuídos pelo complexo.
A notícia aponta que, segundo apuração do Estadão, Toffoli não detém participação direta no resort, mas frequenta o local. Ele é relator de inquérito no STF que apura supostas fraudes no Banco Master, ligado a Vorcaro e à Reag Investimentos.
Mudanças societárias e ligação com investigações
Segundo a Folha de S.Paulo, até recentemente o Tayayá era controlado pelos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli e por Mario Umberto Degani, primo do ministro. O fundo Arleen, ligado à rede financeira associada a Vorcaro, também integrava a sociedade.
Em fevereiro de 2025, o controle passou para o advogado goiano Paulo Humberto Barbosa, que já teve atuação para a JBS. Barbosa comprou a participação da família Toffoli, em negócio estimado em 3,5 milhões de reais. Degani permaneceu por alguns meses e saiu em setembro de 2025, vendendo a participação ao advogado.
Entre 2021 e 2025, o controle do Tayayá alternou entre os irmãos Toffoli e o fundo Arleen, segundo a reportagem. A investigação aponta que o fundo integrava uma cadeia de investimentos para inflar patrimônios por meio de empréstimos simulados e aplicações cruzadas, com recursos do Banco Master circulando pela estrutura.
Fundo investigado entra no resort e deixa a sociedade antes da prisão de Vorcaro
Em 2021, o Arleen passou a deter parte das cotas dos irmãos Toffoli, com representação contratual de Silvano Gersztel, executivo da Reag. O fundo também tornou-se sócio da DGEP, empresa de incorporação registrada no mesmo endereço do Tayayá.
A entrada do fundo rendeu aos irmãos cerca de 3,2 milhões de reais. O e-mail informado na constituição da empresa apareceu vinculado ao domínio do resort. A saída dos irmãos ocorreu em 2025, pouco antes de a imprensa informar sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, operação que foi barrada.
As cotas do Tayayá estão distribuídas entre a PHB Holding e Participações Ltda, de Barbosa, e a Angra Doce Investimentos Ltda, controlada por Barbosa. O Arleen foi liquidado em dezembro do ano anterior, dias antes da prisão de Vorcaro, quando tentava embarcar para Malta.
A Gazeta do Povo procurou representantes de Barbosa, da JBS e da administração do Tayayá para comentar as informações, mas não houve resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.
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