- Ministros do TCU avaliam que vínculos do ministro Jhonatan de Jesus com o Centrão podem contaminar o debate sobre a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central.
- Jhonatan de Jesus foi empossado em 2023, indicado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, com apoio de siglas como Republicanos, União Brasil, PL, PP e MDB.
- Fontes ouvidas pela CartaCapital afirmam que, isolando a questão do relator, a fiscalização do BC pelo TCU é um procedimento comum, embora reconheçam que o processo tenha sido mal conduzido.
- A reunião com o Banco Central para discutir a possibilidade de inspeção ajudou a acalmar os ânimos, mas ainda há críticas à condução do caso e aos limites da atuação do TCU.
- As próximas ações dependem do relator; medidas drásticas para preservar a liquidação não devem prosperar no plenário, e o parecer técnico ainda será analisado antes de deliberação final.
O Tribunal de Contas da União avalia a possibilidade de uma inspeção no Banco Master, medida que depende do relator do processo. O debate envolve o ministro Jhonatan de Jesus e a relação dele com políticos ligados ao Centrão. A discussão, que deveria ser técnica, ganhou contornos políticos.
Jhonatan de Jesus foi empossado ministro em 2023, indicado pelo ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, com apoio de siglas como Republicanos, União Brasil, PL, PP e MDB. Anteriormente, ele era deputado federal por Roraima. A influência de vínculos políticos no andamento do processo tem sido tema de cautela entre cortes.
Fontes internas consultadas pela CartaCapital afirmam que, isolando a figura do relator, a fiscalização do BC pelo TCU é um procedimento comum vigente todo ano. No entanto, há o reconhecimento de que o tema foi conduzido de forma crítica, com temor de contaminação do mérito técnico.
A comunicação com o Banco Central, por meio de reunião sobre a possibilidade de inspeção, ajudou a reduzir tensões entre as duas instituições. Mesmo assim, a decisão sobre os próximos passos continua sob responsabilidade exclusiva do relator do processo.
Ainda que exista a afirmação de que o TCU não pode reverter sozinha a liquidação do Banco Master, uma eventual medida cautelar apresentada por Jhonatan deveria passar pelo plenário. Parlamentares e integrantes do tribunal aguardam o parecer técnico antes de qualquer deliberação.
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