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CEO da Davos-Citadel afirma que EUA estão mais distantes de aliados europeus

Griffin afirma, em Davos, que os EUA romperam relações com aliados europeus; tarifas de Trump teriam impacto comercial e inflacionário

Citadel Founder and CEO Ken Griffin attends the 56th annual World Economic Forum (WEF) meeting in Davos, Switzerland, January 21, 2026. REUTERS/Denis Balibouse
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  • Ken Griffin, CEO da Citadel, disse em Davos que os Estados Unidos “friccionaram” a relação com aliados europeus.
  • Os comentários ocorrem após o presidente Trump ter prometido tarifas elevadas sobre aliados europeus até que os EUA pudessem adquirir Groelândia, acirrando a disputa sobre a ilha.
  • Griffin, apoiador republicano que afirmou ter votado em Trump em 2024, disse que as tarifas contribuíram para uma inflação mais alta.
  • Ele afirmou que as políticas de dinheiro fácil promovidas por Trump aumentam o risco de inflação e colocam o presidente e seu partido em posição fraca.
  • Griffin já defendeu a independência do Federal Reserve, destacando a importância da autonomia da autoridade monetária.

Ken Griffin, CEO da Citadel, afirmou em Davos que os Estados Unidos frustaram sua relação com aliados europeus, em uma declaração feita durante o World Economic Forum. Ele disse não entender nem concordar com a deterioração das relações. A fala ocorreu em meio a um debate sobre cooperação transatlântica.

Griffin comentou ainda o contexto da recente forte cobrança de tarifas promovida pelo presidente Donald Trump. Segundo ele, as tarifas interromperam relações comerciais históricas entre EUA e Europa, dificultando acordos de longo prazo no comércio.

O empresário republicano, que afirmou ter votado em Trump em 2024, citou a inflação elevada como consequência das tarifas. Ele também manteve críticas à política da Casa Branca em relação à imprensa e ao Federal Reserve, ao justificar a necessidade de manter a independência da instituição.

Griffin reiterou a preocupação com as políticas de “dinheiro fácil” defendidas por Trump, argumentando que podem aumentar o risco de inflação. Segundo ele, esse cenário coloca Trump e o partido em posição mais delicada perante o eleitorado.

A importância da independência do Fed foi outro ponto destacado pelo executivo. Griffin já havia defendido repetidamente a autonomia da instituição, mesmo diante de pressões políticas para mudanças em juros e condições de crédito.

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