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Inquérito Epstein: comissão republicana avança para considerar desacato contra Clintons

Comitê da Câmara avança com desacato ao Congresso contra Bill e Hillary Clinton por depoimento sobre Epstein, abrindo a possibilidade de processo criminal federal

Bill Clinton speaks alongside his wife, Hillary Clinton, in New York, on 4 May 2023.
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  • A comissão de supervisão da Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou cargos de contempt of Congress contra Bill Clinton e Hillary Clinton na investigação de Jeffrey Epstein.
  • A medida abre caminho para um possível voto no plenário e, se aprovado, pode levar a um processo criminal pelo Departamento de Justiça.
  • Os Clintons afirmam que os subpoenas são inválidos e que não houve cooperação até o momento.
  • A comissão deve ouvir Ghislaine Maxwell no próximo mês; a governadora-geral Pam Bondi também deve comparecer à Câmara em fevereiro, conforme agenda.
  • O caso envolve a apuração de como Epstein cometeu abusos sexuais de dezenas de jovens, com ligações a Clinton e a Trump, entre outros; Epstein morreu em 2019.

A comissão de supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA, controlada pelos Republicanos, aprovou nesta quarta-feira uma medida de desacato ao Congresso contra o ex-presidente Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. A ação pode levar a uma votação no plenário e, se aprovada, a uma eventual acusação criminal pelo Departamento de Justiça. A decisão marca o uso potencial de uma das punições mais severas contra um ex-chefe de Estado.

A oitiva ocorreu no contexto de a comissão buscar testemunho dos Clinton sobre a investigação de Jeffrey Epstein. A pedido do chair James Comer, a bancada sustenta que os subpoenas são legais e obrigatórios. Os Clintons afirmaram que os subpoenas não têm finalidade legislativa válida.

Desdobramentos e próximos passos

Apesar de sinalizações de possível abertura para testemunhar, o caminho até a votação no plenário permanece incerto, pois é necessária maioria de membros. Comer informou que a comissão pode avançar para uma deposição transcrita dos Clinton como condição para progressos legais.

Os Clinton apresentaram argumentos de invalidez dos subpoenas e ressaltaram que não tinham conhecimento de abusos de Epstein. Eles também ofereceram declarações por escrito sobre seus laços com Epstein. O caso envolve ainda outros ligados a Epstein, como Ghislaine Maxwell.

A negociação entre as partes já avançou em torno de testemunho, mas não houve acordo final. O tema permanece central para o andamento das investigações sobre como Epstein operou por anos. Epstein morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento.

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