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Netanyahu entra no “board of peace” de Trump, apesar de objeções

Netanyahu aceita integrar o “board of peace” apoiado por Trump, mesmo com objeções prévias, sinalizando possível expansão de poderes para além de Gaza

Netanyahu’s office had previously objected to the makeup of the board’s executive committee.
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  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou ingressar no “board of peace” proposto pelos Estados Unidos, mesmo com objeções anteriores sobre a composição da comissão executiva.
  • O conselho, inicialmente apresentado para supervisionar um cessar-fogo em Gaza, pode expandir seu alcance para tratar de conflitos além do Oriente Médio.
  • Diplomatas alertam que o grupo pode prejudicar o trabalho da Organização das Nações Unidas.
  • O governo de Israel havia criticado a formação da comissão executiva, que inclui Turquia, e afirmou que foi criada sem coordenação com Israel.
  • O rascunho do estatuto aponta que a participação exige contribuição de cem US$ bilhões em dinheiro para ter validade superior a três anos, com termos de até três anos e poderes amplos para o presidente, incluindo remoção de membros.

Benjamin Netanyahu aceitou nesta quarta-feira integrar o chamado “board of peace” proposto por Donald Trump, segundo anúncio do gabinete do premiê israelense. A iniciativa, inicialmente vista como um espaço restrito para monitorar um cessar-fogo em Gaza, ganhou contornos mais amplos conforme convites foram estendidos a dezenas de países.

O comitê executivo do conselho é chefiado pelo presidente dos EUA. Em comunicado anterior, o governo de Israel criticou a composição dessa comissão e afirmou que a formação ocorreu sem coordenação com o governo israelense, contrária à sua política. O episódio ocorreu após divergências com membros de uma coalizão de governo de ultra direita, que rejeitaram a ideia de uma governança pós-conflito no território palestino.

O anúncio do envolvimento de Netanyahu ocorre em meio a tensões políticas internas em Israel, com setores da coalizão questionando a condução da política em Gaza e o alinhamento com a posição norte-americana. O gabinete ressaltou que a aceitação se deu após avaliações internas e após considerações sobre o papel do conselho.

Países que já aceitaram participar incluem os Emirados Árabes, Marrocos, Vietnã, Bielorrússia, Hungria, Cazaquistão e Argentina. Outros, como Reino Unido, Rússia e a Comissão Europeia, disseram ter recebido convites e aguardam resposta. A imprensa internacional aponta que a lista pode se ampliar.

Um rascunho do estatuto, encaminhado a cerca de 60 países, exige que os membros contribuam com 1 bilhão de dólares em recursos financeiros para ter mandato superior a três anos. O documento condiciona prazos e estabelece regras de renovação sob o comando do presidente.

O texto prevê mandato de três anos para cada Estado, com possibilidade de renovação pelo presidente. Países que contribuírem com o valor mínimo no primeiro ano teriam tratamento diferenciado no tempo de permanência. A proposta também atribui ao presidente poderes amplos, incluindo a remoção de membros sob veto de dois terços e a nomeação de um substituto em caso de saída.

Analistas diplomáticos alertam que o board pode competir com estruturas existentes, como a ONU, e questionam impactos sobre a cooperação internacional. Notas enviadas a governos ressaltam a necessidade de cautela e verificações sobre a finalidade de organizações multilaterais no cenário atual.

A iniciativa ganhou atenção global após declarações de Trump, que sugeriu que o organismo poderia evoluir para além do Oriente Médio e tocar questões de conflitos ao redor do mundo, além de críticas ao papel da ONU. A Casa Branca informou que a criação busca facilitar acordos de paz, apesar das controvérsias.

A imprensa destacou ainda a oposição de setores da política israelense, que criticaram a forma de condução do projeto e a inclusão de atuantes regionais como membros. As lideranças locais reiteraram que a cooperação com a comunidade internacional deve respeitar a soberania israelense e as fontes de segurança nacionais.

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