- O presidente peruano, Jose Jeri, disse a deputados que as cobranças pela sua remoção, por reuniões não divulgadas com um empresário chinês, visam desestabilizar o governo e as eleições.
- As reuniões com Zhihua Yang ocorreram em 26 de dezembro e 6 de janeiro; o caso é investigado pela comissão de fiscalização da Câmara e pelo Ministério Público.
- Jeri pediu transparência e responsabilidade para esclarecer questões de interesse público, afirmando que as investigações devem identificar os responsáveis.
- Em sua defesa, ele pediu desculpas pelos encontros fora da agenda, dizendo que trataram do aniversário de laços Peru-Chin e negou ter recebido pedidos irregulares.
- O país vai às urnas em 12 de abril, com histórico de troca de presidentes desde 2018, e o tema envolve possíveis ações de impeachment ou censura.
Peru vive um debate sobre transparência após o presidente Jose Jerí enfrentar questionamentos no Congresso. A investigação trata de encontros não divulgados com um empresário chinês, Zhihua Yang, ocorridos em 26 de dezembro e 6 de janeiro.
Jerí afirmou que as ações visam desestabilizar o governo e interferir no processo eleitoral, em andamento para as próximas eleições. O presidente pediu transparência e responsabilidade na divulgação de assuntos de interesse público.
O Ministério Público também apura os encontros, enquanto oposicionistas discutem medidas como impeachment ou censura. Jerí reconheceu participação em reuniões fora da agenda, mas negou vínculos com pedidos irregulares.
Jerí explicou que o segundo encontro ocorreu em uma loja do empresário, para tratar de itens de consumo e arte. O chefe do Executivo diz ter ido a título de aquisição de produtos diversos, sem intenções inadequadas.
Contexto eleitoral
As eleições no Peru estão marcadas para 12 de abril, com a escolha de um novo presidente, 60 senadores e 130 deputados. O país enfrenta um ciclo político turbulento desde 2018, com vários presidentes substituídos ou afastados.
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