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Quem se levantará contra isso? Campanha de retaliação de Trump em seu segundo mandato

Campanha de retaliação de Trump, com demissões, investigações e uso do aparato federal, cria cultura de medo e reduz a capacidade da máquina pública

Donald Trump delivers remarks during the America Business Forum in Miami, Florida, in November 2025.
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  • Durante o primeiro ano de mandato, Trump avaliou iniciar uma campanha de retaliação, usando o governo federal para punir quem o critica.
  • A Reuters estimou que ele perseguiu retaliação contra cerca de 470 pessoas e organizações, incluindo demissões de promotores de casos do 6 de janeiro, o procurador especial Jack Smith e ações contra Letitia James e James Comey.
  • A gestão teria demitido advogados de carreira que se opuseram a ações do governo, além de indicar investigações de fraude imobiliária contra políticos e ameaçar criminalmente o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
  • O governo também pressionou e pediu investigações de grupos sem fins lucrativos de orientação esquerda, além de demitir agentes do FBI que participaram de protestos; assinou ordens contra escritórios de advocacia que contestaram políticas.
  • Especialistas afirmam que houve redução da capacidade governamental, com remoção de dezenas de milhares de funcionários e transformação de instituições tradicionalmente não-partidárias em instrumentos políticos, levando a preocupações sobre impactos a longo prazo.

Durante o primeiro ano de seu segundo mandato, Donald Trump intensificou uma campanha de retaliação contra opositores, funcionários e instituições. A estratégia envolve uso do peso do governo federal para punir quem, segundo ele, o prejudicou.

Relatórios apontam que Trump demitiu autoridades de carreira ligadas a investigações e projetos judiciais, incluindo procuradores que atuavam em casos relacionados ao ataque ao Capitólio. A administração também acionou promotores especiais para apresentar recursos contra adversários.

Entre os alvos estão figuras públicas e órgãos que desafiaram políticas da sua gestão, como a promotora Letitia James e o ex-diretor do FBI James Comey. A série de demissões atingiu advogados de carreira que contestaram decisões políticas.

Ainda segundo as informações, aliados próximos do presidente teriam utilizado agências independentes para abrir investigações de fraude, incluindo casos envolvendo parlamentares, além de ações contra governo da Reserva Federal. Há relatos de consultas a autoridades para possíveis acusações criminais.

Em paralelo, a administração sinalizou abertura de investigações contra organizações sem fins lucrativos de atuação progressista e já houve mudanças em cargos estratégicos de agências-chave. Tais movimentos levaram alguns escritórios de advocacia a firmarem acordos antecipados com o governo.

Especialistas citados pelo veículo responsável pela apuração afirmam que o impeachment de funcionários de carreira e a reorganização de agências reduziram, segundo eles, a capacidade institucional de atuação não-partidária. A avaliação é de que a mudança terá efeito a longo prazo.

A análise aponta que mais de 200 mil servidores federais teriam sido removidos ou realocados sem justificativa clara, com impactos previstos na qualidade dos serviços públicos. A reportagem indica que a tendência de desmontar estruturas não pode ser desconsiderada para o próximo ano.

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