- Desde janeiro, aproximadamente 2 mil agentes do ICE foram destacados em Minnesota sob o pretexto de uma investigação de fraude, com relatos de uso excessivo de força.
- Um juiz federal tentou impor limites às ações da agência, enquanto a administração Trump sinaliza imunidade absoluta para os agentes; há alerta de que a secretária de Segurança Nacional pode não cumprir a decisão judicial.
- Nos últimos dias, houve episódios de violência: uma mulher de 37 anos morta, protestos com civis cegados por armas não letais e uso de bombas de gás, além de detenções em massa.
- O Departamento de Justiça abriu investigação criminal contra o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, e a viúva de Renee Good também está sob investigação, levando a protestos entre procuradores estaduais.
- Com a escalada, o governador acionou a guarda nacional, o tema envolve ameaças de uso do Insurrection Act pelo presidente, e o Pentagon preparou tropas para apoiar a operação, assunto que remete a um exercício acadêmico sobre cenários de confronto entre forças estaduais e federais.
A atuação de agentes federais de imigração em Minnesota desde janeiro voltou a provocar tensão, com relatos de operações agressivas e controvérsias sobre legalidade e treinamento. A imprensa aponta dezenas de ações em Minneapolis, com uso de força considerada excessiva em muitos casos.
Segundo informações, cerca de 2.000 agentes do ICE foram deslocados para Minnesota sob a justificativa de uma investigação de fraude. Relatos locais descrevem interrupções na rotina de moradores e confrontos com civis, incluindo detenção de milhares de pessoas em instituições de detenção.
Na prática, associações civis e veículos de imprensa relatam incidentes graves. Há menções de ferimentos entre manifestantes, incluindo um caso de uma mulher baleada e a retirada de outra pessoa de carro com violência. Testemunhas relataram uso de gás e agressões durante abordagens.
Além disso, ativistas e familiares alegam que as ações atingiram cidadãos sem ligação comprovada com crimes. Familias teriam sido separadas, com relocação de pessoas para instalações de detenção e sérias incertezas legais sobre status migratório e direitos.
Em meio a críticas, o Departamento de Justiça abriu investigações criminais envolvendo o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, sob a acusação de suposta obstrução de agentes federais. A viúva de uma vítima também está sob investigação, provocando protestos entre advogados locais.
A resposta política não tem sido unânime. Governador Walz mobilizou a Guarda Nacional para apoiar as forças locais, enquanto a administração Trump discutiu ações legais amplas. Há relatos de reforço de contingentes com centenas de agentes adicionais e de preparação de unidades militares para respaldo.
Especialistas ouvidos em exercícios hipotéticos realizados em 2024 alertaram para riscos de escalada entre forças estaduais e federais em grandes cidades. Observam que decisões judiciais podem não chegar a tempo de barrar ações em situações de emergência.
Analistas ressaltam a necessidade de conformidade com as regras de uso da força do Department of Defense e com a Constituição, incluindo direitos civis. Em especial, destacam que ordens ilegais devem ser recusadas por membros das forças armadas, mesmo em cenários de insurreição.
A situação em Minnesota é acompanhada com cautela por autoridades nacionais. A pergunta central envolve se haverá limites constitucionais ao uso de força federal no interior do país, em um momento de forte tensão pública e política.
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