- A cunhada do ministro Dias Toffoli negou que o marido tenha qualquer envolvimento com o Tayayá Resort, no interior do Paraná.
- Documentos indicam que a Maridt Participações, empresa da família, chegou a deter cerca de um terço do Tayayá Resort, com sede administrativa registrada em uma casa de Marília, interior de São Paulo.
- A casa em Marília, na prática, abriga a diretoria da empresa, mas a moradora afirmou não saber de vínculos com o resort e afirmou ter adquirido o imóvel com seu próprio dinheiro em 1998.
- Registros da Junta Comercial apontam que José Eugênio Dias Toffoli assinou como presidente da Maridt em operações ligadas à venda de participações do Tayayá Administração e Participações e da DGEP Empreendimentos.
- Em fevereiro de 2025, a Maridt vendeu todas as participações no resort por cerca de R$ 3,5 milhões, passando as cotas à PHB Holding, vinculada a um advogado com histórico em causas tributárias para a JBS.
A cunhada do ministro Dias Toffoli, do STF, negou que o marido tenha ligação com o Tayayá Resort, empreendimento de luxo no interior do Paraná frequentado pelo magistrado. Ela afirmou não ter conhecimento de participação do marido na empresa da família que geriu o resort, segundo apuração publicada.
Documentos oficiais indicam que a Maridt Participações, ligada aos irmãos de Toffoli, teve participação no Tayayá e registrou sede administrativa em Marília, interior de São Paulo. A reportagem aponta que a sede fica em um imóvel de 130 metros quadrados, incompatível com o porte do negócio.
José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro, aparece como presidente da Maridt em registros que indicam operações envolvendo a venda de participações no Tayayá Administração e Participações. A residência da família fica em São Paulo e a esposa do irmão afirma desconhecer a relação com o resort.
Desdobramentos e verificação de documentos
Na residência simples no interior paulista, Cássia Pires Toffoli disse que comprou o imóvel em 1998 por R$ 27 mil e que o imóvel seria apenas a moradia familiar. Ela relatou que não sabe o que consta na Junta Comercial sobre a sede da Maridt.
O marido, descrito pela esposa como engenheiro eletricista, viajava a trabalho e não comentou sobre qualquer participação no Tayayá. A apuração do Estadão revela que Toffoli não comentou o assunto ao STF, nem à Gazeta do Povo.
Registro público também aponta que José Eugênio assinou como presidente da Maridt em operações ligadas a venda de participações no Tayayá Administração e Participações. Um e-mail vinculado ao registro remete às iniciais do irmão do ministro.
Outro membro da família, José Carlos Toffoli, também já foi presidente da Maridt e chegou a ser afastado de funções religiosas após a revelação do vínculo com o resort. Procurado, ele não revelou detalhes sobre o assunto.
Em fevereiro de 2025, a Maridt vendeu integralmente suas participações no Tayayá, por aproximadamente R$ 3,5 milhões, encerrando sua ligação com o empreendimento. A compra foi feita pela PHB Holding, de Paulo Humberto Barbosa, que já atuou em causas tributárias para a JBS.
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