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Jack Smith testemunha evidências indicam crimes de Trump na eleição de 2020

Jack Smith sustenta, em depoimento público, que as investigações provaram crime de Trump na tentativa de reverter a eleição de 2020

Former special counsel, Jack Smith, testifies against Donald Trump at a House oversight hearing on Capitol Hill in Washington DC on 22 January 2026.
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  • Jack Smith testemunhou diante do Comitê Judiciário da Câmara, iniciando seu depoimento público sobre as investigações criminais envolvendo Donald Trump e os esforços para reverter a eleição de 2020.
  • Smith afirmou que as evidências obtidas superaram o padrão criminal e justificaram a abertura de acusações contra o ex-presidente.
  • Ele defendeu a obtenção de registros de Tol (toll records) de ligações entre Trump, aliados e, pelo menos, nove senadores republicanos, como parte de reconstruir a linha do tempo do caso.
  • Nenhum dos senadores citados era alvo da investigação; Smith disse que Trump foi quem escolheu esses membros para pressionar.
  • O ex-procurador rejeitou a defesa de que os registros de ligações estariam protegidos pela Primeira Emenda e afirmou que Trump explorou o 6 de janeiro para um esquema criminoso.

Jack Smith começou a depor sobre a investigação criminal que investiga os esforços de Donald Trump para contestar os resultados de 2020. O ex-procurador especial fala em audiência pública da comissão de Justiça da Câmara, em Washington, na manhã de quinta-feira.

A oitiva ocorre após entrevista fechada anterior, com duração de mais de oito horas, na qual Smith defendeu a abertura de indiciamento contra Trump e a obtenção de metadados de telefonemas entre apoiadores do ex-presidente.

Smith supervisou, de 2022 em diante, dois inquéritos criminais que já vinham se desenrolando no Departamento de Justiça. Um envolve a retenção de documentos classificados em Mar-a-Lago; o outro, supostas tentativas de alterar o resultado de 2020.

Contexto do inquérito

Os casos foram suspensos depois da eleição de Trump para o segundo mandato, com Smith citando precedentes judiciais que impedem a acusação de um presidente em exercício. Ele concluiu os relatórios sobre os casos antes de deixar o cargo.

A maior parte da entrevista de dezembro foi dedicada ao caso de interferência eleitoral. Smith não respondeu a perguntas sobre o caso de documentos, citando decisão da juíza Aileen Cannon que impediu a divulgação de seu relatório.

Toll records e defesa

Entre os temas, Smith explicou a necessidade de obter registros de ligações entre Trump, seus advogados e ao menos nove senadores republicanos pressionados aQuestionar a certificação de 2020. Segundo ele, tais registros não revelam conteúdo das conversas, apenas a linha do tempo processual.

Smith responsabilizou Trump pela decisão de buscar os registros, afirmando que o ex-presidente escolheu os alvos. Também contestou a ideia de proteção pela Primeira Emenda em relação aos registros, sustentando que fraude eleitoral não é protegida pela constituição.

Trump tem repetidamente pedido que Smith seja processado, sem sinais de encaminhamento claro para novas ações do Departamento de Justiça.

Lanny Breuer, advogado de Smith, declarou que o ex-procurador está pronto para defender publicamente as investigações. Breuer afirmou que Smith está disposto a responder a perguntas em sessão pública sobre as apurações.

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