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Seguranças de Toffoli para viagem a resort no PR custaram R$ 548 mil

Despesa de diárias de segurança para o ministro no Resort Tayayá atinge R$ 548,9 mil, correspondente a 168 dias desde dezembro de 2022

O ministro Dias Toffoli, do STF. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Viagens do ministro Dias Toffoli ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (paraná), custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos, com diárias de seguranças, desde pelo menos dezembro de 2022, totalizando 168 dias no local.
  • O período equivale a um quinto do tempo desde o primeiro registro, e o TRT da 2ª Região (São Paulo) custeou as diárias de segurança, mesmo com o resort no Paraná, indicando deslocamentos frequentes.
  • Despesas aparecem como “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”; costumam atuar quatro ou cinco agentes, com substituições se a estadia exceder cinco dias.
  • No final de dois mil e vinte e cinco, Toffoli fechou o resort para uma festa privada com grupo de samba e a presença de Ronaldo Fenômeno; funcionários relatam que ele seria o “dono” do Tayayá, mesmo após a venda formal.
  • From abril de dois mil e vinte e cinco, o resort foi vendido a Paulo Humberto Barbosa; Toffoli realizou sete visitas desde então, totalizando cinquenta e oito dias, e o comprador já prestou serviços à JBS; o complexo oferece embarcação no píer, casa de uso exclusivo em Ecoview e cassino.

As viagens do ministro Dias Toffoli, do STF, a um resort no interior do Paraná geraram gastos de 548,9 mil reais com diárias de seguranças que acompanharam o magistrado desde, ao menos, dezembro de 2022. Ao todo, ele permaneceu 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro.

A apuração do Metrópoles aponta que o período corresponde a cerca de um sétimo do tempo desde o início das estadias. Os custos são registrados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, que envia equipes de segurança mesmo com o resort localizado no Paraná.

A Gazeta do Povo solicitou posicionamento ao gabinete de Toffoli e ao TRT-2; o portal não obteve retorno até o fechamento desta edição. O Metrópoles também não recebeu respostas aos questionamentos formais.

Contexto e desdobramentos

Conforme registros, as despesas indicam o serviço de apoio em segurança e transporte para autoridade do STF, na cidade de Ribeirão Claro. Em viagens com permanência de cinco dias ou mais, as equipes costumam ser substituídas para manter o esquema de proteção.

No fim de 2025, Toffoli organizou uma festa privada no resort, com apresentação de samba e a presença de Ronaldo Fenômeno, segundo relatos locais. A reportagem não confirma se houve registro oficial desse evento.

Desde abril de 2025, data da venda do Tayayá ao advogado Paulo Humberto Barbosa, o ministro realizou sete visitas ao local, totalizando 58 dias após a mudança de proprietário. Barbosa já prestou serviços advocatícios à JBS, da holding J&F.

Situação no empreendimento

Funcionários do Tayayá relatam que Toffoli teria tratamento próximo ao de proprietário ainda na época da comunicação da venda. O resort mantém infraestrutura elevada, com embarcação própria no píer e uma casa exclusiva na área Ecoview.

Entre as atrações do Tayayá está um cassino com caça-níqueis e mesas de jogos, conforme informações de visitantes. O estabelecimento permanece no radar de moradores e da imprensa por sua associação recorrente ao ministro.

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